Bruno Fernandes de Souza, de 32 anos , ex-jogador do Flamengo, foi liberado da prisão nesta sexta-feira (24), deixando a cadeia localizada em Santa Luzia (MG). Ele deixou o local acompanhado da mulher, Ingrid Calheiros, bem como advogados que fizeram a defesa dele. Em uma conversa rápida com a mídia, bradou: "Glória a Deus por tudo".

Bruno encontrava-se preso desde o ano de 2010 na Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado). Ele foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses no regime fechado sob a acusação de ter cometido homicídio triplamente qualificado, além de ocultado cadáver de Eliza Samudio, mulher com quem teve um caso amoroso.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu uma liminar, assinada e retificada pelo ministro Marco Aurélio Melo, que garantiu habeas corpus para o acusado. Além disso, a defesa apresentou uma apelação perante a Corte depois que o Tribunal do Júri de Contagem (MG) decidiu que o réu cumpriria inicialmente a pena no regime fechado, mas negaram a #Bruno o direito de recorrer em liberdade.

As alegações propostas pelo Tribunal de Contagem, diziam que os pressupostos necessários para a execução da prisão preventiva, estabelecida na data 4 de agosto de 2010, estavam presentes. Em razão do motivo elencado, foi encontrado uma brecha que possibilitou para Bruno recorrer da decisão em liberdade, apesar do embargo existente antes da decisão fixada. Mesmo assim, foi possível obter o direito de responder ao processo fora da cadeia.

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Tendo o ministro do STF alertado a Bruno que ele deveria cumprir ordens, não podendo se retirar do local em que foi estabelecido como residência fixa sem que o juiz autorize. Terá ainda que cumprir "aos chamamentos judiciais", informando qualquer tipo de transferência que vier ocorrer, além de viver como um cidadão participante e integrado da sociedade.

Segundo informações pelo advogado, Bruno ficará na região de Minas, mas o local não poderá ser identificado em razão de sua segurança. O advogado do ex-goleiro, Lúcio Adolfo, informou que vai trabalhar por outro julgamento para o cliente. #Brasil #ElizaSamudio