O atual governo pretende retirar a desigualdade de idade mínima entre homens e mulheres. Com isso, ambos se aposentariam com a mesma idade e as mulheres perderiam o benefício de se aposentar antes que os homens.

Segundo líderes do movimento feminista, o correto seria que não houvesse igualdade de idade entre homens e mulheres com relação à idade mínima em que se aposentam, pois de acordo com representantes do grupo, mulheres trabalham em uma dupla jornada de trabalho. Além disso, também afirmam que a baixa disponibilidade de vagas em creches e escolas no tempo integral seria outro fator para ser levado em consideração.

Conforme informações transmitidas pelo site O Globo, creches públicas e privadas no ano de 2014 faziam o atendimento de 24,6% das crianças de 0 a 3 anos, apresentando apenas 9% de alunos em período integral.

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Assim, acreditam que enquanto as crianças não estivessem em creches, estariam com suas mães.

A proposta desenvolvida pelo governo pressagia 65 anos de idade para homens e mulheres se aposentarem. Todavia, a legislação determina que as mulheres serão privilegiadas com o benefício antes dos homens, haja vista que podem solicitar o benefício aos 60 anos, enquanto os homens podem requerer o direito de se aposentar aos 65 anos. Assim, o novo projeto elaborado pelo governo pretender igualar a idade mínima entre homens e mulheres.

De acordo com a economista e professora da UFF, Hildete Pereira de Melo, os benefícios para as mulheres devem prevalecer, levando em consideração que em países defensores da igualdade, existem regras políticas compensatórias para as mulheres. Ela ainda afirma que deve existir uma "compensação para o trabalho reprodutivo".

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Em contrapartida, existem 14 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reunindo 34 países desenvolvidos, que apresentam idade mínima igual para homens e mulheres.

Diante disso, a proposta defendida pelo governo tem gerado divisão e polêmica entre mulheres feministas, contudo a maioria afirma ser contra o novo projeto. #Feminismo #Política