Renata Archilla, 38 anos, publicitária, chegou ao Fórum Criminal na Zona Oeste de #São Paulo, Barra Funda, como vítima do próprio pai, Renato Grembecky Archilla, que juntamente com seu avô, Nicolau Archilla Galan, teria mandado matá-la.

Ele é acusado de mandante do #Crime porque não queria deixar o dinheiro da família para ela. A tentativa de assassinato ocorreu no bairro do Brooklin, Zona Sul de São Paulo e o assassino usava uma roupa de papai noel.

À época do crime, Renata tinha apenas 23 anos de idade e hoje, mais de 15 anos depois, foi ao fórum prestar depoimento e disse aos jornalistas da Globo que “espera justiça”.

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O acusado não quis falar com a imprensa, mas terá que ficar frente a frente com a filha que mandou matar.

O julgamento começou às 13 horas de hoje, (1º), com a seleção de 7 membros para a composição do júri popular e na sequencia, 8 testemunhas, tanto as de defesa quanto as de acusação, serão ouvidas.

A previsão para a duração do julgamento é de 3 dias.

O empresário só reconheceu Renata como filha quando ela tinha 14 anos, depois de teste de paternidade e de uma batalha na justiça que durou 12 anos, quando foi obrigado a pagar pensão e a colocar o sobrenome da carteira de identidade dela.

No final de 2001, Renata foi atingida por 3 tiros (2 deles no rosto), disparados por um homem vestido de papai noel.

Pouco depois o atirador foi preso e reconhecido como sendo um trabalhador do pai dela, o ex-policial militar José Benedito da Silva que foi condenado a 13 anos de prisão e nunca disse quem havia sido o mandante do crime.

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O avô de Renata também foi preso à época, mas morreu em decorrência de um câncer em 2016.

Os advogados de defesa dizem que ambos são inocentes e não tiveram nada a ver com o crime.

Renata afirmou para os jornalistas da Rede Globo que ficou entre a vida e a morte e sentiu muita dor: “Praticamente sete anos sem dente na boca, tirando prótese para fazer a higiene bucal. Teve momentos que eu quase desisti por muita dor e muito sofrimento", disse ela.