As frases “Gay não é gente, fora do #Mackenzie. #bolsonaro 2018” e “Viado e feminista no Mack não!!! Bolsomito 2018”, mesmo que horríveis, não pegaram os alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, de surpresa. Não é a primeira vez que acontece.

Em outubro de 2015, um banheiro masculino da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no campus do Higienópolis, foi encontrado pichado com a frase “Lugar de negro não é no Mackenzie. É no presídio”. Uma foto foi tirada e rodou a internet, chocando a todos.

Essa semana, após um movimento de alunos LGBT pelo campus, mais pichações de cunho machista e homofóbico e demonstrando apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para disputa pela Presidência da República em 2018 foram encontrados pichados, também, em banheiros da Faculdade de Direito e mais outros banheiros pelo campus.

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Após as fotos circularem por diversos grupos na rede social Facebook, alunos do Mackenzie e coletivos estudantis denunciaram a pichação anônima com notas de repúdio ao ocorrido e aos alunos que praticaram tal ação.

Jair Bolsonaro sobre as pichações

A assessoria de imprensa do deputado federal Jair Bolsonaro, que já proferiu frases de cunho homofóbico e extremamente machista, afirma que ele não tem relação ao que aconteceu na Universidade e não se manifestará sobre o ocorrido.

A Universidade sobre o ocorrido

Em nota oficial, a Universidade Presbiteriana Mackenzie diz ter sido pega de surpresa por tais manifestações discriminatórias. Disse também que a universidade “não faz, não apoia e condena quaisquer tipos de discriminação, repudia violência física e verbal e seguirá defendendo seus princípios de respeito e amor ao próximo”.

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Mas, o que os alunos realmente querem da universidade é que investiguem a fundo a origem das pichações e que o responsável seja punido de maneira correta.

Os coletivos estudantis e os alunos

Através da rede social Facebook, os coletivos LGBT Mackenzista, Afromack, Frente Feminista Mackenzista e Frente Ampla Mackenzista afirmaram sua oposição e repúdio ao ocorrido em uma publicação coletiva.

A aluna Juliana Santana, de Jornalismo, entrou na instituição em 2011 com bolsa integral. Em um post feito no Facebook, Juliana expõe sua indignação com esse ocorrido e outros que os alunos presenciam fora de pichações.

“No Mackenzie existem gays, negros, feministas, trans e uma imensa diversidade de pessoas que não devem ser excluídas do direito ao ensino. Talvez por isso eu me sinta mackenzista agora, já que meu direito foi tirado de mim por alguém que me reduz a um ideal conservador”. #Preconceito