Nesta quarta-feira (15), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) mobilizou suas bases por todo o país, em atos de protestos contra a venda de ativos do Sistema Petrobras, pela segurança no trabalho, contra a Reforma da Previdência, entre outras questões alusivas às condições de trabalho. Os atos foram na modalidade de atrasos de duas horas na jornada de trabalho, com discursos de conscientização dos trabalhadores, distribuição de informativos e jornais nas entradas das instalações da #Petrobras em diversos estados, como Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Bahia, Norte Fluminense (Rio de Janeiro), Pernambuco e Ceará.

Durante os atos, os manifestantes lembraram a explosão da plataforma FPSO (da Petrobras) na cidade de São Mateus (Espírito Santo), em 2015.

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Segundo a FUP, a explosão foi o maior acidente nos últimos 15 anos, que matou nove petroleiros, feriu 26 e traumatizou 39 trabalhadores. "Até hoje não resultou em punição para a BW Offshore, empresa responsável pela plataforma, e nem para nenhum gestor da Petrobras, que negligenciaram a fiscalização da plataforma afetada", ressaltou a FUP em seu informativo distribuído aos trabalhadores e na Internet.

A deputada estadual Marília Campos (PT/MG) contribuiu com a distribuição de sua cartilha crítica à Reforma da Previdência (PEC 287/2016), que estabelece:

  • Idade mínima de 65 anos para os trabalhadores mais jovens, homens e mulheres (cerca de 80% dos segurados);
  • Cria uma regra de transição com um pedágio severo de 50% sobre o tempo que estiver faltando para a aposentadoria para os trabalhadores mais velhos (cerca de 20% dos segurados da previdência);
  • O cálculo da aposentadoria será de 51% da média salarial mais 1% por tempo de contribuição, o que fará com que a aposentadoria integral seja concedida apenas com 49 anos de contribuição.

A cartilha demonstra que a reforma proposta, entre outras questões estudadas pelo economista José Prata Araújo (em atendimento à deputada Marília Campos), "praticamente destrói os direitos previdenciários da população mais pobre, com o aumento da carência de 15 para 25 anos de contribuição; desvincula os benefícios do salário mínimo; acaba com o acúmulo de aposentadoria e pensão, mesmo de quem recebe dois benefícios de um salário mínimo; aumenta a idade do Benefício da LOAS de 65 para 70 anos".

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Com suas mobilizações por todo o país, a FUP pretende chamar atenção para os riscos vividos pelos petroleiros e para adoção medidas de segurança que evitem acidentes, muitos atribuídos às empresas terceirizadas que operam no Sistema Petrobras. #Economia