Na manhã desta sexta-feira (24), o anúncio da soltura do goleiro Bruno assustou não só a equipe de investigação que conduziu o caso, como também ao próprio acusado que não acreditou na decisão. Esta última deliberação é fruto de uma tentativa da defesa de recorrer à sentença firmada em 2013, três anos após o #Crime acontecer. O atleta foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ao todo a dezessete anos e três meses, em reclusão fechada pelo assassinato da então namorada Elisa Samudio. O crime ocorreu no sítio do jogador na região metropolitana de Belo Horizonte em 2010. Apesar das buscas e do trabalho incansável do serviço pericial o corpo da jovem nunca foi encontrado.

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Juntamente com Bruno outras pessoas também foram condenadas por terem tido participação no homicídio, dentre eles o amigo de Bruno, conhecido como Macarrão, e um primo do goleiro que na época era menor de idade. Macarrão teve pena estabelecida em quinze anos de reclusão fechada. O esportista teve um filho com a modelo, o Bruninho, que foi sequestrado pelo pai na época em que o crime aconteceu. Por ter raptado a criança e ficado desaparecido por quase um mês o goleiro também foi condenado a pagar em regime aberto por três anos e três meses. No entanto, depois do recurso aplicado no Supremo Tribunal Federal, na tentativa de reverter à decisão, finalmente na manhã de hoje a soltura foi confirmada. Segundo o advogado de defesa, Lúcio Adolfo, que esteve com Bruno na penitenciária onde ele cumpre pena em Santa Luzia, região metropolitana da capital, o próprio acusado não acreditou que estará em liberdade em breve.

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De acordo com ele no pouco tempo em que esteve com o goleiro, o mesmo estava extremamente emocionado e com os olhos marejados de lágrimas.

Ainda na tarde hoje o alvará de soltura não tinha sido protocolado pelo juizado e enviado até a penitenciária, mas o jogador aguardava ansioso uma vez que a decisão já estava tomada. O advogado prometeu antecipar o quanto antes as conclusões e liberação do processo. Se para o goleiro esse é um momento de felicidade, para os investigadores que conduziram o caso e trabalharam para a prisão do mesmo, a decisão é uma afronta à lei penal do nosso país. Para o delegado Edson Moreira que conduziu o processo, a soltura de Bruno representa uma maneira de enaltecer a criminalidade. Para ele, se uma pessoa que sequestrou, espancou, e matou a namorada e quase deu fim à vida do filho não fica presa, qualquer outro tipo de crime seria incentivado. Segundo o delegado, não existe outra possibilidade razoável de pensamento que não a prisão para o jogador. Além disso, afirmou que com o atleta solto as chances de se encontrar o cadáver de Elisa se reduziriam quase a zero. #Investigação Criminal