Após dias de situação caótica que se seguiram após a #Greve da Polícia Militar, o estado do Espírito Santo começa a retomar nesta segunda-feira, dia 13, suas principais atividades. O governo informou que as repartições públicas funcionarão normalmente a partir de hoje, bem como as aulas nas escolas da rede estadual e o funcionamento nos hospitais do estado. As informações foram veículadas pela Agência Brasil.

Paralizados desde a última semana, os ônibus também voltarão a circular durante o dia na grande Vitória. No entanto, o serviço noturno ainda estará suspenso, bem como algumas linhas que ainda devem ser avaliadas antes da retomada normal da circulação da frota.

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Segundo noticiado, lojistas e shopping center também devem voltar a abrir a partir desta segunda-feira. Com a crise estadual na última semana, a maioria dos comerciantes optou por fechar as portas ou por operar em horário reduzido, o que gerou tumultos e filas em grandes supermercados.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, 1.236 homens da Polícia Militar retornaram ao serviço, o que deve aos poucos normalizar a situação no estado. Apesar da retomada, as mulheres e representantes dos policiais continuam protestando por melhorias de condições trabalhistas em frente ao Comando Geral da PM, em Vitória.

A retomada dos PMs às ruas foi decidida no último sábado, dia 11, após acordo entre o governo estadual e representantes da categoria. No domingo, a maioria dos homens aceitou voltar a atuar no patrulhamento das ruas após chamada do comando geral da PM.

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Greve da PM gerou onda de violência no Espírito Santo

Os protestos das mulheres e representantes dos PMs por melhores salários e condições trabalhistas começou no último dia 4 de fevereiro. Sem policiamento nas ruas, a violência se alastrou pelo estado do Espírito Santo, com mais de 140 mortes violentas, segundo informações do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol). O número de furtos de veículos chegou a 200, e os prejuízos do comércio a R$ 300 milhões. Com a greve, mais de 3 mil homens das Forças Armadas e das Forças Nacionais foram deslocados pelo governo federal para realizar a segurança das ruas do estado.

Com o pânico, a população passou a se isolar em casa, e o comércio passou a fechar as portas. Escolas, repartições e demais serviços públicos também foram paralizados ou tiveram seu funcionamento regulado. Após diversos ataques, os ônibus municipais também pararam de circular em Vitória, capital do estado.

Apesar da Polícia Militar ter voltado a atuar nas ruas do Espírito Santo, as mulheres dos homens da corporação afirmam que ainda continuarão o protesto e impedirão que algumas viaturas deixem o comando geral da PM até que o governador Paulo Hartung (PMDB) aceite negociar as melhorias para a categoria.

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Até o momento, ainda não há informações de que o governador tenha programado uma reunião com as manifestantes.

Para as autoridades, a justificativa de que as mulheres dos PMs estão no comando dos protestos seria uma estratégia para evitar sanções judiciais aos policiais, que por lei são impedidos de realizar greve. Durante o período de greve, as mulheres teriam impedido os PMs de deixarem os quarteis, alegando falta de segurança nas ruas. A insatisfação passa também pelo pedido de aumento salarial. Apesar dos protestos, o governo do Espírito Santo ainda não sinalizou que irá ceder nas negociações por direitos trabalhistas da categoria. #Espirito Santo #Casos de polícia