Histórias de superação são contadas todos os dias na imprensa, mas algumas delas são realmente emocionantes. Uma em especial chamou a atenção do Brasil. Aos 21 anos, a jovem Frankielen vivia um dos momentos mais bonitos de sua vida. Ela estava grávida de gêmeos. No entanto, o que era um paraíso tornou-se desesperador. A jovem teve uma hemorragia e foi diagnosticada com #Morte cerebral. A chance das crianças nascerem bem era pequena, mas os familiares de Frankielen puseram-se a rezar. Ela ficou exatos 123 dias, pouco mais de 4 meses, conectada a aparelhos, fazendo o resto do seu corpo funcionar. Nesse tempo, as crianças que estavam em sua barriga continuaram a crescer. A boa notícia veio nessa segunda-feira, 20. O casal de gêmeos nasceu saudável.

A grávida ficou esse tempo todo internada no Hospital Nossa Senhora do Rocio, na capital do estado do Paraná, Curitiba.

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A batalha desta mulher não foi fácil. Muitos acreditavam que o nascimento das crianças era algo impossível. Pessoas que conheciam a família decidiram ajudar com o que podiam. Apesar de Frankielen não ter mais chance de viver, dentro dela duas crianças cresciam. Uma sensação estranha, já que era uma vida indo e duas chegando. Os bebês, um menino e uma menina e um menino foram batizados de Azaphi e Ana Vitória. O desafio dos médicos também era complicado. Manter o corpo da jovem funcionando.

A mulher precisou estar bem nutrida, com os hormônios regulares, além de boa oxigenação e pressão em seu corpo. O monitoramento foi difícil. 24 horas por dia a paciente era visitada pelos mais diversos profissionais de saúde. Os médicos, vendo o drama da família, comemoravam um dia a mais de vida de Frankielen, afinal, cada dia a mais era mais chance das crianças nascerem.

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A internação ocorreu quando a grávida estava apenas com três meses de gestação, ou seja, ela não estava na metade do caminho para o nascimento de seus filhos.

A paciente foi cuidada, inclusive, com musicoterapia. Tanto zelo gerou frutos saudáveis, mas as crianças ainda nasceram prematuras, com sete meses. Ângela, mãe da paciente, diz que perder um filho é algo muito doloroso, mas que o nascimento dos netos traz certa felicidade. #É Manchete!