A paralisação de policiais militares e de bombeiros no Espírito Santo levou a uma onda de #Violência no estado, gerando um clima de insegurança e medo entre a população. O governador em exercício pediu auxílio à Força Nacional, que enviou 200 homens nesta segunda-feira, além de determinar a troca de comando da Polícia Militar.

Na sexta-feira, 3 de fevereiro, familiares de PMs ocuparam a porta de uma das companhias, impedindo a saída das viaturas. Em poucas horas o movimento se espalhou para os 14 batalhões e 8 companhias que também foram ocupadas por parentes dos soldados. O protesto ganhou força e pôde ser organizado através da criação de grupos pelo WhatsApp.

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Os familiares tomaram a frente das manifestações porque, de acordo com o Código Penal Militar, os oficiais são proibidos de protestar, estando sujeitos a pena de até dois anos de reclusão. A Justiça decretou a ilegalidade da greve, mas os protestos continuam e os soldados continuam impedidos de sair dos quartéis. As demandas são por reajuste dos salários, bem como pelo pagamento de auxílio-alimentação, adicionais por periculosidade, insalubridade e pelo serviço noturno. Os manifestantes também denunciam as péssimas condições de trabalho e o sucateamento da frota.

O secretário de Segurança Pública do estado chegou a informar que as negociações com os policiais estão suspensas até que as atividades sejam retomadas. Houve também determinação para que fossem instaurados inquéritos militares para se investigar possíveis envolvidos no efetivo policial que estariam fomentando os protestos.

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Diante da onda de violência, que já ocasionou 52 mortes - fala-se em 58, mas os números ainda não foram fechados - apenas na região da Grande Vitória, onde a situação é mais grave, a ponto de o Departamento Médico Legal (DML, equivalente ao IML) da Polícia Civil já não dispor mais de gavetas para colocar os corpos que chegam. Muitas lojas fecharam as portas e os moradores têm divulgado vídeos e fotos nas redes sociais de arrastões, assaltos a mão armada e tiroteios.

O início do ano letivo nas escolas e faculdades foi suspenso, bem como as atividades das creches e dos postos de saúde. No Ministério Público e nos fóruns as atividades também foram interrompidas. Pelo menos 3 ônibus foram incendiados na capital e uma guarita da PM também foi queimada.

Segundo noticiado pelo programa Brasil Urgente, o sindicato da Polícia Civil irá se reunir na próxima semana também para decidir se entrarão em greve. #Espirito Santo #Crise