No fim da tarde desta última segunda-feira (06), mais uma onda de assaltos e de tiroteios assustou os moradores da cidade de Vila Velha, Espírito Santo. Durante o ocorrido um guarda municipal acabou sendo atingido na perna, e foi socorrido por uma colega de trabalho que também estava na rua no momento.

O crescimento acelerado da criminalidade é reflexo na falta de efetivo da polícia militar nas ruas, devido a uma greve dos agentes em todo o estado. A situação é de calamidade, somente no fim de semana, foram cinquenta e um mortos na capital Vitória mais do que o quíntuplo registrado em janeiro deste ano.

O homem baleado fazia uma ronda no centro da cidade, com outros três guardas dentro de um veículo, quando foram abordados por dois criminosos armados que começaram os disparos.

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Segundo informações da empresa que gerencia o trânsito local o funcionário da prefeitura passa bem e não corre risco de vida. No entanto, esse fato aponta para a situação alarmante em que se encontra grande parte dos municípios do Espírito Santo. Veja as cenas terríveis da troca de tiros:

Devido à onda de violência, os cidadãos estão quase que impedidos de saírem de suas casas, devido ao medo de que alguma coisa aconteça. E assim seguem também os lojistas, muitos deles optaram por não abrir o comércio na tarde de ontem, e nem na manhã desta terça-feira (07).

O aumento principalmente do número de homicídios e assaltos assusta. Segundo relatos em Campo Grande, por exemplo, mais de vinte lojas foram saqueadas até a noite de ontem, e os comerciantes estão preocupados com o prejuízo e com a violência.

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As ruas do município acordaram desertas.

Em Vitória foi adiado o início do semestre letivo das escolas estaduais e municipais, e suspensas às vacinações para febre amarela. Além disso, os jogos de futebol pelo campeonato estadual também não acontecerão até que a situação seja resolvida. O governador, já acionou o governo Federal e pediu ao presidente que mande reforços das Forças Armadas, pois a situação está cada vez mais grave.

Segundo o regimento interno da PM, os agentes ficam proibidos de fazer grave, sob ameaça de prisão ou multa. Por isso são os familiares do efetivo que estão instalados nas portas dos batalhões se manifestando por seus homens. Eles estão impedindo a saída dos militares e das viaturas. Os parentes pedem por revisão salarial, além de adicionais não recebidos pelos PM’s, como auxílio alimentação, por exemplo. #Crime #Casos de polícia