Nas últimas semanas, um #Crime tem deixado os moradores de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, revoltados com tamanha crueldade. Wesner Moreira, de 17 anos, morreu depois de passar 11 dias internado na Santa Casa da cidade após ter sido vítima de uma brincadeira de muito mau gosto envolvendo um colega de trabalho e o dono do lava-jato onde trabalhava. Os suspeitos inseriram uma mangueira de compressão no ânus do jovem. O jato de ar causou diversos ferimentos e fez o garoto perder uma parte do intestino.

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Wesner foi enterrado na tarde de quarta-feira (15) e, emocionada, a dona de casa e mãe do jovem, Marasilva Moreira da Silva, concedeu uma entrevista ao portal G1 afirmando que seu filho perdoou os agressores, mas que os queria bem longe dele. Segundo ela, o adolescente mantinha uma grande expectativa de receber alta do hospital e voltar para sua casa.

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Revoltada, ela clama por justiça.

Marasilva lembrou que no último dia de internação, seu filho estava muito debilitado e precisou ser entubado. Preocupado com a reação da mãe ao ver sua situação, Wesner pediu para sua irmã explicar tudo o que estava acontecendo para sua ela evitando que se assustasse ao ver ele daquela forma. A dona de casa conta que teve tempo de dizer ao filho o quanto o amava e que em seus últimos momentos de vida, fez massagem nos pés do menino que estava muito pálido.

A mãe do jovem disse que ele falou, pouco antes de falecer, que perdoava os agressores, mas que os queria bem longe.

Valdecir Ferraz da Silva, pai do adolescente, lamentou a morte de Wesner e disse não saber lidar com a ausência do jovem que além de filho era um grande amigo.

O crime

A família da vítima recebeu uma ligação do dono do lava-jato por volta das 10h do dia 3 de fevereiro. Nela, Thiago Demarco Sena, de 26 anos, disse que havia acontecido uma coisa com Wesner e que ele precisava ser levado ao hospital..

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Os pais do garoto só foram informados sobre como tudo aconteceu após chegar ao hospital. Eles souberam que, durante uma brincadeira entre colegas de trabalho, Wesner foi segurando pelo funcionário Willian Henrique Larrea, de 30, enquanto Thiago inseriu uma mangueira de compressão de ar no ânus do garoto.

A vítima chegou à unidade de saúde em estado grave, com o intestino grosso estourado e os pulmões comprimidos devido a pressão do ar. Após dias de internação, o adolescente teve uma complicação no esôfago e uma parada cardíaca, chegando a óbito na tarde de terça-feira (14).

Um pedido de prisão preventiva foi emitido pelo delegado responsável pelo caso. Thiago Demarco Sena, dono do estabelecimento e seu funcionário, Willian Henrique Larrea, podem responder por lesão corporal grave seguida de morte ou homicídio doloso. #Criminalidade #Casos de polícia