Está virando moda mulheres traídas gravarem vídeos dando “lições” naquelas que seriam o pivô da traição. Mais um desses vídeos foi produzido e publicado nas redes sociais. Será que a atitude, de punir apenas um lado da suposta traição e teoricamente aceitar a atitude do marido resolve o conflito?

Violência resolve alguma coisa? Sabemos que a resposta para essas perguntas é não. O marido traidor continuará a pular a cerca, blindado pelo pensamento machista de que a traição por parte deles é algo natural e esperado.

O fato é que neste último vídeo, postado nas redes sociais no último dia 15, uma jovem de cabelos pintados de rosa recebe uma surra de outra mulher aparentemente mais velha.

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A filha filma tudo e tenta acalmar a fera, pedindo para que a conversa aconteça “numa boa’. A agressora, no entanto, repete com toda a ira: “ Seu marido vai saber”, entre um tapa e outro.

Ela também puxa o cabelo da vítima e grita: “Ele é casado e você faz isso? Vagabunda! Seu marido vai saber, prostituta”.

Cega pelo ódio ela pergunta: “Você gosta de homem casado? Você deu para ele no Rio?”, grita, dando vários tapas na cara.

Ambas mandam a moça confessar toda a história da traição. Questionam desde quando vem acontecendo as puladas de cerca. A vítima pede para pararem com as agressões e acaba admitindo: “Foi uma vez”.

A cinegrafista avisa que vão mandar o vídeo para o marido da jovem. “Gostoso dar para homem casado sem ter que lavar as cuecas dele né talarica?”, ironiza a traída.

Depois repete que não troca a si própria pela traidora.

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A filha lembra que o cidadão tem três filhos e um neto e está doente. Avisa que vão mandar as coisas dele para a casa dela e que ela é quem vai cuidar da doença do traidor.

Depois de mais alguns minutos de sermão, a agressora diz que irá resolver a situação com o marido. Será? Mas antes dá um último aviso, segurando a presa pelos cabelos e forçando-a a olhá-la na cara: “Olha bem pra minha cara. Você nunca mais você vai esquecer dela”, e dá o último bofetão, antes de ir embora.

#Crime #Casos de polícia