O padrasto de uma jovem, hoje com 28 anos, foi preso na semana passada acusado de tê-la estuprado dos 10 ao 17 anos. Mesmo após 11 anos da #Violência ocorrida, a jovem conseguiu denunciar o homem, que acabou preso por estupro de vulnerável (quando se trata de crianças ou pessoas indefesas - doentes).

O caso foi acatado pela Justiça graças à Lei Joanna Maranhão, criada em 2012, após CPI da Pedofilia (Comissão Parlamentar de Inquérito). De acordo com a lei, os crimes de estupro só perdem a validade em 20 anos após a vítima ter completado18 anos, ou seja, com a maioridade, muitas vítimas criam coragem para denunciar o criminoso.

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Na segunda-feira passada (30), jornal SPTV (Rede Globo), relatou o caso e mostrou o depoimento detalhado que a jovem (que não teve sua identidade revelada) deu à delegada do DHPP da capital (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), Kelly Cristina.

Violência, agressões e abusos

No depoimento oficial, a jovem relata que o padrasto era um homem violento, agressivo e que tinha por costume bater nela e na mãe (esposa do agressor). Em determinada ocasião, a mãe da moça foi esfaqueada pelo acusado. Por medo, ela nem sequer foi ao hospital ou acionou a polícia.

Os abusos sexuais começaram quando a enteada completou 10 anos. Na época, o padrasto passou diminuir as agressões e começou a acariciar seu corpo, sempre acompanhado de muitas ameaças, caso contasse para alguém o que estava ocorrendo.

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Por medo de ser mandada embora, a garota se calou, até que aos 12 anos foi obrigada a manter relações sexuais com ele toda vez que a mãe saia para trabalhar.

Aos 13 anos, a garota engravidou e foi obrigada, pelo padrasto, a tomar chá abortivo. Porém, como não funcionou, foi orientada a mentir sobre a paternidade da criança, dizendo a todos que o bebê era fruto do relacionamento com um garoto da escola, que havia se mudado da cidade.

Quando o bebê nasceu, tanto o padrasto quanto a mãe contaram a todos que a criança era adotada por ele. Então, o menino cresceu chamando a própria mãe de irmã.

Seis meses após dar a luz, o padrasto estuprador voltou a atacar. Sob ameaça de deixar a criança morrer de fome, passou a obrigar a garota a manter relações sexuais com ele novamente.

Violências físicas também faziam parte do dia-a-dia. A moça relata que a cicatriz que carrega no rosto foi resultado de uma agressão que sofreu do padrasto ao atacá-la com uma chave de fenda.

Fuga de casa e denuncia

Aos 17 anos de idade, a vítima arrumou um emprego e fugiu de casa, deixando a criança com eles.

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Há apenas 1 ano, a moça criou coragem e contou para a mãe e o filho toda a história. O garoto, comovido com o sofrimento da mãe, decidiu ficar ao lado dela.

De acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a cada 100 casos de estupro, 70 são cometidos por parentes, namorados, amigos e conhecidos da vítima.

Casos de pedofilia podem ser denunciados em qualquer delegacia de polícia. São Paulo conta com a Divisão de Repressão à Pedofilia, que faz parte do DHPP, e possui especialista para investigar e atender este tipo de #Crime. #Denuncie