A ACBT (Associação de Crianças do Brasil em Trindade), um órgão filantrópico onde ficam as #crianças carentes ou moradores de rua, teve seu registro cassado pela Justiça de Goiás por maus-tratos às crianças do abrigo. Segundo Ministério Público Estadual, o abrigo forçava os adolescentes a trabalhos internos; alguns dos castigos citados pelo Ministério Público de Goiás são físicos e psicológicos, além de restrição religiosa. Ainda segundo o órgão, meninas eram usadas por membros de uma igreja evangélica da cidade para fazer serviços domésticos.

A cassação do registro do abrigo, foi feita na quinta-feira (9), pelas mãos da juíza Karine Unes Spinelli Bastos, da 1ª Vara Cível da Família e Sucessões da Comarca de Trindade.

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A entidade ainda foi condenada a pagar uma multa de R$100 mil em indenização por dano moral coletivo, a ser revertido ao Fundo municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O processo ainda está sob sigilo de justiça.

Repórteres do G1 foram até o local que funcionava no bairro Laguna Park, em Trindade, Goiânia, e viram a instituição, que estava paralisada desde segunda-feira (13). Eles também procuraram o coordenador do local, pastor Luciano Pereira, que reside em frente à antiga sede, mas não obtiveram êxito e ninguém atendeu na casa do pastor, nem foram retornadas as ligações.

Nos muros da antiga sede ainda se pode ver as sobras do nome do abrigo, que foi pintado com uma tinta branca. O conselheiro Fábio Rodrigues Cavalcante disse que através do depoimento de uma criança, o órgão ficou sabendo de muitas vítimas de maus-tratos e #Abusos e o caso também começou a ser investigado pelo Ministério Público Estadual de Goiás.

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Paredão do Castigo

Fábio ainda disse que parte dos internos do abrigo eram obrigados a realizar serviços domésticos nas residências de alguns membros da igreja evangélica que o pastor comanda. Algumas crianças vieram a declarar que quem não fazia o que era determinado pelos membros da igreja, ou não atendia as ordens do pastor e das monitoras, eram colocadas de castigo em pé, em uma parte da parede, com os abraços para o alto, onde sofriam vários tipos de agressões. #Casos de polícia