A Justiça de São Paulo decretou, no último sábado (11) a prisão preventiva de Tatiana Lozano Pereira, de 32 anos, mãe do garoto #Itaberly Lozano Rosa, de 17, encontrado morto em Cravinhos, a 292 km de São Paulo.

Itaberly , um adolescente assumidamente homossexual, foi assassinado no dia 29 de novembro de 2016 com golpes de faca. O corpo foi encontrado em uma plantação de cana.

A mãe, que é suspeita, chegou a confessar o #Crime quando foi presa e acusou o atual companheiro, o tratorista Alex Canteli Pereira, de ter ateado fogo no corpo do jovem. Depois, ela negou que tivesse envolvimento direto e acusou três jovens - a princípio, não identificados por nomes - que ela teria contratado para dar "uma lição" em seu filho.

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Tatiana alegou que eles teriam se excedido e matado o jovem.

Além dos dois, a polícia descobriu o envolvimento de outros três suspeitos, que também tiveram suas prisões preventivas decretadas.

Na primeira versão do depoimento da mãe, ela havia discutido com o filho e, então, o esfaqueou. Com ajuda do marido, levou o corpo para o canavial e os dois atearam fogo.

Na segunda versão, ela diz que três jovens, motivados por #Homofobia, a questionaram se seu filho precisaria de um "corretivo". Ela disse que sim e os incentivou a baterem no filho. Os jovens, então, teriam esperado o garoto chegar em casa e usando capuzes para cometerem o crime.

Ela disse que não acompanhou a execução do filho e que, somente ao chegar em casa, deparou-se com o filho morto. Desse ponto do depoimento em diante, as versões passam a ter a mesma linha.

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Tatiana então pediu ajuda ao marido, enrolou o corpo em um edredom e o casal levou o cadáver para queimar no canavial.

A Polícia Civil concluiu o inquérito e, na última semana, pediu a prisão de todos os suspeitos, incluindo o padrasto e a mãe de Itaberly, sob acusação de homicídio doloso e ocultação de cadáver. A mãe, que já se encontrava presa por determinação de uma juíza, agora tem oficialmente a prisão preventiva decretada e continuará no presídio de Tremembé (SP). Já os outros presos serão encaminhados para um CDP (Centro de Detenção Provisória), pois estavam presos em uma cadeia de Santa Rosa de Viterbo.

Homofobia

Antes de ser assassinado, Itaberly havia feito uma postagem em rede social, acusando a mãe de não aceitar sua orientação sexual. No mesmo post, ele acusava um tio materno de o xingar de "veado" e o ameaçar constantemente. Também houve uma queixa registrada contra o tio.

Amigos de Itaberly também ajudaram a esclarecer o crime, já que a postagem em que o jovem acusava a mãe tinha sido apagada da rede. Mas, a polícia conseguiu os "prints" com a ajuda desses amigos. Não houve indiciamento por crime associado à discriminação sexual.