Essa semana, a mãe da jovem Cassidy Trevan, decidiu reviver o trauma vivido pela própria filha em fevereiro de 2014, em Melbourne, na Austrália. A menina na época tinha apenas 13 anos e foi violentada por dois homens em uma festa. Ela teria sido levada por colegas de escola, que já tinham histórico de praticar bullying com a adolescente dentro da instituição de ensino. As supostas ‘amigas’ se aproximaram de Cassidy até convencê-la a participar de um festival na cidade.

Ao chegarem ao local do evento, dois estudantes bem mais velhos do que ela, a teriam trancado no quarto e abusado dela sistematicamente enquanto as outras adolescentes observavam as cenas.

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Segundo relatos da própria mãe Linda Travan, e da menina não houve por parte dos colegas e do colégio uma medida coercitiva para os envolvidos depois do #Crime cometido. A adolescente teve sérios problemas psicológicos e traumas que carregou até os 15 anos, quando acabou tirando a própria vida por não aguentar mais a pressão e estigma que sofria.

Foram dois anos de sofrimento, ela passava por estresse pós-traumático, tinha dificuldades para dormir e de socialização dentro do novo colégio que passou a estudar. Durante todo esse tempo de extensa agonia Cassidy escreveu vários relatos em seu computador em que expunha os sentimentos e a revolta que estava experimentando. A genitora não havia divulgado os textos desde a morte da adolescente, mas decidiu dar visibilidade à questão colocando vários dos relatos nas redes sociais.

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Em vários dos depoimentos, a própria adolescente diz que tinha como obrigação alertar os colegas e os pais deles sobre o evento. Segundo ela cerca de dois mil alunos estudavam no local, tinham a mesma idade que ela, e freqüentavam os mesmos lugares. Ela se sentia no dever de dizer a todos que os jovens estavam suscetíveis assim como ela esteve.

A carta em que desabafa foi escrita por Cassidy com a ajuda do namorado Luke Anderson, mas nunca chegou a ser postada ou enviada. No entanto, agora a mãe da menina resolveu expor tudo tanto para pedir por justiça e punição aos envolvidos, quanto para alertar aos outros pais. Em um dos trechos a menina diz que é preciso lutar quando uma situação de abuso acontece, e que um dos seus maiores arrependimentos é não ter lutado mais enquanto era violentada.

Além da violência na ocasião do crime, a adolescente continuou recebendo mensagens de estudantes na internet a chamando de promiscua, vadia, e dissimulada. Esse teria sido um dos motivos pelo qual ela não teria aguentado a pressão e tirado a própria vida. Vários internautas agora se manifestam em apoio à causa. #Casos de polícia