Nesta sexta-feira (10), o secretário de Segurança Pública do estado do Espírito Santo, André Garcia, disse que 703 PMs foram indiciados por #Crime de revolta. Eles terão presença cortada, contando do último dia (4), data de quando se deu início a paralisação, e também data de quando familiares dos PMs ocuparam as portas de diversos batalhões por todo o estado. Se forem condenados, os PMs poderão pegar uma pena que varia de 8 a 20 anos de detenção.

Os Policiais Militares ainda poderão ser expulsos de seus cargos se a condenação for pelo crime de revolta, informou o comandante-geral da PM, Nylton Rodrigues. Ainda em entrevista, o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, disse que, se precisar, demitirá todos os policiais e fará novo concurso.

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"A anistia não é um ato do governo estadual, mas do governo federal. Mesmo se fosse, não é um caso de anistia", afirmou o secretário Garcia.

O secretário ainda falou que o governo já tentou todo tipo de conversa com os PMs. Essa manifestação que parou o policiamento no Espírito Santo pede aumento salarial (reposição da inflação salarial e 10% de ganho real). Também reivindicaram melhorias de trabalho. No momento, o governo se diz impossibilitado de dar aumento, mas propõe olhar mais a fundo promoções, carga horária dos Policiais Militares e também outros pedidos que foram feitos pelos manifestantes.

O governo disse ainda que as Forças Armadas irão assumir o comando da segurança pública no estado.

"Essas medidas dependem de avaliação caso a caso, do comando militar, das forças de segurança, que estão no comando da segurança pública, que aqui está com o general do Exército", afirmou o secretário dos Direitos Humanos Julio Pompeu.

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O Coronel das Forças Armadas Alves Costa, que comanda a operação de retomada das ruas capixabas, afirmou ainda, nesta sexta-feira (10), que não teve nenhuma ordem do governo para que as tropas retirassem os familiares dos Policiais Militares que estão na frente dos batalhões de todo o estado capixaba.

#Espirito Santo #Política