Bruno Fernandes de Souza, ex-goleiro do Flamengo, foi solto às 19h35 desta sexta-feira (24) da Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) em Santa Luzia, Belo Horizonte. Acompanhado da mulher, Ingrid Calheiros e de seus advogados, Bruno disse "Glória a Deus por tudo", em conversa rápida com a imprensa.

Preso desde 2010, ele foi condenado a 22 anos e três meses, em regime fechado, por ocultação de cadáver e homicídio qualificado pelo desaparecimento (morte) da ex- amante Eliza Samudio.

O advogado de Bruno, falou à imprensa que irá trabalhar por um novo julgamento e argumentou que o fato de Bruno ter sido condenado como mandante do crime e que Macarrão, seu comparsa, ter sido condenado a apenas 12 anos, não deverá interferir na linha de defesa que pretende usar, pois tanto Bruno quanto Macarrão têm a mesma tipificação de acusação, sendo que Bruno foi condenado a 22 anos, e que isso pode ter ocorrido pelo grande clamor da sociedade em busca de justiça.

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Ao ser perguntado sobre o que o ex-goleiro fará agora que está fora da #Prisão, o advogado disse que ele tem propostas de times de futebol, além de vários projetos pessoais, não revelando quais seriam estes projetos e nem que times estariam interessados no ex-goleiro. "Não me sinto habilitado a falar sobre isso", desconversou.

O ministro do STF disse que o preso tem "bons antecedentes"

A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello, que concedeu o habeas corpus ao ex-goleiro. O ministro do STF, na decisão, advertiu que Bruno não poderá se ausentar da cidade que definir como residência sem autorização do juiz e que terá que se apresentar toda vez que for convocado.

O advogado de Bruno, informou que ele permanecerá em Minas, mas não informou a cidade por questões de segurança.

Para o ministro Marco Aurélio, o clamor da sociedade é insuficiente para respaldar a preventiva e lembrou que Bruno tem bons antecedentes e é réu primário, com isso, poderá recorrer da pena em liberdade, como um cidadão de bem.

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A decisão fez com que muitas pessoas se perguntassem, o porquê de tanto tempo de julgamento, tanto dinheiro gasto com juízes, advogados públicos, dinheiro público, se um condenado por assassinato a 22 anos é libertado com 6 anos de detenção, e que poderá viver normalmente nas ruas, como se nada tivesse acontecido. Seria isso a justiça? O interessante e que muitas pessoas escreveram revoltadas em redes sociais e fizeram a seguinte pergunta: "Se fosse a filha ou a mãe do senhor ministro, ele acharia justo o assassino cumprir apenas 6 anos de uma pena de 22?"

Uma pergunta sem resposta, mas é desta forma que funciona a Justiça no Brasil.