Uma professora de educação física, moradora de Teresina, capital do Piauí, não tem boas lembranças de seu pós-parto. A mulher deu entrada na maternidade Dona Evangelina Rosa para dar à luz ao seu bebê. O #parto cesárea foi realizado com sucesso e o bebê nasceu saudável, mas a mulher saiu do hospital com um leve incômodo na região vaginal.

Passados 20 dias do parto, a mulher, se sentindo muito mal, percebeu que a referida região exalava um odor cada vez mais forte. Ela optou por procurar um outro hospital para verificar o que havia ocorrido, se encaminhando para o Hospital Buenos Aires, também na capital piauiense, quando teve uma surpresa desagradável: ela descobriu que, desde o parto, abrigava no canal vaginal um pedaço de tampão, ou seja, um tecido que é utilizado em procedimentos cirúrgicos para estancar o sangue.

Publicidade
Publicidade

O hospital onde a mulher fez o parto, por meio de nota da direção, afirmou que já abriu sindicância para apuração do caso e que, para uma maior transparência nas apurações, afastou o médico responsável pelo procedimento cirúrgico.

Em nota obtida pelo site de notícias G1, a assessoria de imprensa do hospital confirma o afastamento e afirma que depois de todo o procedimento de sindicância o processo será encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM-PI) e para Secretaria Estadual de Saúde. O médico pode ser demitido por #negligência e até perder seu registro no órgão.

A denúncia foi feita pelo marido de Thamara, o ex-jogador de futebol Erivaldo Veloso, que postou na rede social a imagem com um grande desabafo. Ele conta que a esposa mal conseguia urinar e que as dores eram cada dia mais intensas.

Publicidade

Mesmo após 20 dias do parto, ao invés do quadro da mulher melhorar, só piorava. Ele termina a postagem dizendo que "quando a ginecologista do Hospital Buenos Aires encontrou o tampão minha esposa desabou em choro. Foi uma situação extremamente humilhante", afirma Erivaldo.

Marido e esposa registraram um Boletim de Ocorrência na delegacia da região. A família já elegeu um advogado para cuidar do caso, Caio Costa Lima, que afirmou estar juntando documentos para decidir quais serão as medidas tomadas de agora em diante. Ao G1, ele afirmou que apenas depois do Carnaval a decisão sobre o que fazer será tomada, se haverá denúncia civil e/ou criminal. A mulher agora passa bem.

Confira a foto postada por Erivaldo:

#tampão