Nesta quinta-feira, 2, o Hospital Sírio-Libanês confirmou que o estado de saúde da ex-primeira dama. Dona Marisa Letícia, é irreversível. Alguns médicos falam em morte cerebral, mas apenas um exame, que ainda não teria ficado pronto, constataria que o cérebro dela realmente parou. O exame é apenas um ritual médico. O marido de Marisa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, publicou nas redes sociais que autorizou que os órgãos de sua esposa sejam doados. Enquanto a notícia triste era divulgada, muita gente zombou da enferma, inclusive médicas. Uma ampla reportagem do jornal 'O Globo' mostra que, a partir de um grupo na internet, médicos trocaram dados sigilosos e até chegaram a dizer que Dona Marisa iria "abraçar o capeta".

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Uma das médicas envolvidas na polêmica é do próprio Sírio-Libanês. Foi ela, que há dez dias, confirmou a chegada de Marisa com o quadro de Acidente Vascular Cerebral hemorrágico (AVC). Isso, de acordo com a ética médica, é proibido. A profissional foi identificada como Gabriela Munhoz, de trinta e um anos. Ela trabalha com reumatologista. Não está especificado na reportagem se ela chegou a tratar de Letícia. No momento da mensagem, a médica informava que o nível do AVC de Marisa era nível 4, um dos mais graves (na escala Fisher). Outro médico, do mesmo hospital em que a mulher de Lula está internada, Paulo de Souza Filho, foi outro que, segundo 'O Globo', divulgou o diagnóstico da paciente. Ele teria vazado uma tomografia, que acabou viralizando nas redes sociais.

Gabriela teria dito a colegas que apenas confirmou informações que já eram dadas na imprensa e que falou sobre o assunto em um grupo de confiança.

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Ela ainda teria lamentado que o conteúdo vazou. No entanto, ao que tudo indica, os médicos citados vão receber alguma punição do 'Sírio-Libanês'. A instituição, através de nota, disse que respeita a privacidade dos pacientes e que é contra esse tipo de vazamento. De acordo com o Sírio, todas as medidas disciplinares cabíveis serão tomadas contra os envolvidos. Não foi especificado, no entanto, o que acontecerá.

As mensagens de ódio foram postergadas por outros médicos. Outro médico do grupo de mensagens, Richam Faissal Ellakkis, escreveu que a equipe deveria interromper a tentativa de salvar Marisa. “Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, disse ele. #Marisa Letícia