No fim da noite desta terça-feira (07), uma menina de 14 anos que vinha sendo abusada sistematicamente pelo próprio pai de 34 anos, por dois anos, matou o agressor com tiros de espingarda. O caso aconteceu na zona rural de Tarauacá, no Acre. A adolescente não aguentava mais passar pelas agressões e disse à polícia que foi impelida a matar o próprio pai, depois que o mesmo tentou abusar dela na noite de ontem.

Segundo relatou aos investigadores ela estaria em casa com os dois irmãos e os pais. Os dois genitores estariam bebendo durante toda tarde e continuaram até por volta das 22h, quando a mãe da jovem foi dormir. A partir do momento que a mulher não estava presente o agressor teria pegado uma faca, ido até o quarto da jovem, e sob ameaças obrigando a mesma a manter relações com ela.

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A garota não cedeu dessa vez e começou a gritar que estava sendo abusada.

A mãe da adolescente então acordou e entrou em luta corporal com o marido, que estava ainda com a arma branca na mão. Ele ameaçava dizendo que mataria todos os membros da família, para que ninguém fosse testemunha e delatasse o #Crime à polícia. Foi quando a menina em um ato desesperado pegou a arma do mesmo e atirou contra ele. Nesse momento um tumulto se formou, e alguns vizinhos ainda tentaram levar o homem para a zona urbana para recebesse atendimento médico, mas ele não resistiu e acabou morrendo no caminho.

Diante da chamada, a PM compareceu a casa e encontrou a menina em companhia dos irmãos e da mãe. A Polícia Civil foi investigar o caso. A adolescente e a mãe foram ouvidas e compartilharam a mesma história, a jovem confessou que foi a autora do crime.

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A criança estava traumatizada e passou por exame de corpo de delito para comprovar a violência sexual. Será aberto um inquérito para investigar o ocorrido, e, além disso, o Conselho Tutelar foi chamado para orientar a família.

A criança que passou por momentos de terror nas mãos do próprio pai deverá passar por acompanhamento psicológico para tentar aliviar um pouco o trauma vivido durante todo esse tempo. De acordo com os investigadores o crime foi praticado em legítima defesa e a menina não será presa. O caso segue para ser decidido em juizado. #Casos de polícia