A investigação da morte do adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, que morreu após uma "brincadeira" de mau gosto, tomou outra vertente. O jovem morto negou, em conversa com o delegado, se tratar de brincadeira e confirmou agressão bizarra e cruel.

A fato aconteceu na sexta-feira, 3, onde o dono de um lava-jato e mais um colega de Wesner fizeram, a princípio, uma brincadeira e o machucaram. A família do rapaz recebeu um telefonema do dono do lava-jato dizendo que eles tinham feito "uns negócios" e que o rapaz precisava ser hospitalizado.

Já na unidade de ponto socorro, os familiares tiveram a real noção do que havia acontecido.

Publicidade
Publicidade

Os agressores (o dono do local e mais um colega de Wesner) injetaram ar comprimido em direção ao ânus do garoto. O #Crime ficou conhecido como o "crime da mangueira".

O garoto chegou em estado muito grave, fez algumas cirurgias e chegou a perder parte do intestino. A agressão foi tão violenta que estourou o intestino do garoto e comprimiu os pulmões, impedindo-o de respirar livremente.

O jovem chegou a ficar fora de risco de morte, mas, 11 dias depois de internado, sofreu uma complicação no esôfago, que o fez perder sangue e ter uma parada cardíaca que causou o óbito. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo por 45 minutos sem sucesso.

Negou brincadeira

O garoto que sofreu uma agressão terrível em um lava-jato na cidade de Campo Grande, disse, antes de morrer, que não se tratava de uma brincadeira e sim de uma agressão e que, por várias vezes, pediu para que parassem que eles estava passando mal, até que começou a vomitar e defecar.

Publicidade

A confirmação veio em entrevista do delegado Paulo Sérgio Lauretto (ao G1). Paulo Sérgio chegou a ouvir Wesner Moreira da Silva no hospital junto com profissional da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao #adolescente (Depca).

O delegado afirma que aguardará os laudos de necrópsia para fechar o indiciamento.

A Dpca fez o pedido de prisão preventiva do dono do lava-jato, Thiago Demarco Sena, 26 anos, e do funcionário Willian Henrique Larrea, 30, após a morte. Os advogados de defesa disseram que não vão comentar o fato nesse momento, respeitando o luto da família e, quando forem oficialmente notificados pela Justiça, entrarão em contato com a imprensa para maiores esclarecimentos.

O crime pode ser tipificado como #homicídio doloso ou agressão seguida de morte. Nenhum dos dois acusados têm passagem pela Justiça.