A PM do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (10), tentou acalmar a população, informando que os policiais estavam nas ruas e não haveria greve, mas a situação no início desta tarde vem deixando muita gente preocupada, pois os protestos estão sendo realizados em frente a 27 batalhões e em pelo menos 6 unidades os policiais não estão conseguindo sair. Quem saiu de casa para o trabalho, escola, ou resolver qualquer tipo de problema, teme que a volta para casa no final da tarde seja complicada e perigosa.

Apesar de 27 batalhões da Polícia Militar contarem com protestos dos familiares, a grande maioria dos PMs estão nas ruas atuando.

Publicidade
Publicidade

No 23º Batalhão, por exemplo, somente duas mulheres estão na entrada da unidade, protestando, mas não conseguiram impedir que os veículos saiam do local.

Entretanto, a situação vem preocupando o comando da PM, pois pelo menos 4 batalhões da cidade do #Rio de Janeiro já enfrentam sérios problemas no início da tarde desta sexta-feira (10), pois as mulheres conseguiram impedir a saída dos veículos. O 3º BPM no Méier, o 6º BPM na Tijuca, o 16º BPM na Olaria e também o 40º BPM de Campo Grande, todos esses já registram impossibilidade dos policiais saírem para realizarem seu trabalho.

A situação começa a se complicar também em outras cidades do estado do Rio de Janeiro, entre elas: Mesquita, Voltada Redonda e Belfor Roxo.

Bem no início da manhã, Ivan Blaz, major e porta-voz da PM, informou que 95% dos militares estavam em operação, mas esses dados não foram mais atualizados.

Publicidade

A rede estadual de ensino não foi prejudicada e as aulas seguem normais nos colégios do Rio de Janeiro. No início da manhã os rumores de uma greve da PM acabou fazendo com que alguns alunos ficassem em casa temendo o pior. A Secretaria Estadual de Educação informou que não foi preciso suspender as aulas e isso acontecerá somente se os policiais realmente deixarem de fazer seu serviço, como aconteceu no Espírito Santo.

Em Niterói, o prefeito acabou de realizar um convênio que irá possibilitar o pagamento de R$ 3.500,00 para os policiais militares, mas somente aqueles que atuam no município. Será um pagamento único, feito agora em fevereiro. Outra atitude tomada pelo prefeito foi disponibilizar um posto de combustível para que os PMs possam abastecer seus veículos, sem precisarem ir ao batalhão, assim evitarão ficar presos devido aos protestos dos familiares. #Protesto #Casos de polícia