Estupro coletivo: um crime bárbaro, mas que infelizmente é comum no Brasil. No ano passado, às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro, uma menina de dezesseis anos tornou-se notícia por conta de um vídeo divulgado na web. Ela, na época, disse ter sido abusada por mais de trinta anos. Cerca de um ano depois, outra vítima, uma mulher, na capital da Bahia, Salvador, passou também por momentos aterrorizantes. O #Crime chegou ao fim apenas nesta quinta-feira, 23, como mostra uma reportagem do portal de notícias G1. Um dos suspeitos é justamente um policial militar, ou seja, alguém que deveria zelar pela segurança dos outros foi preso por uma situação criminosa gravíssima.

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O preso foi identificado como Luã José Pinto dos Santos. Ele é soldado da corporação baiana.

A polícia informou que o crime contra a mulher, que não teve o nome revelado, começou ainda no dia dezesseis desse mês. Ela, simplesmente, andava pela rua, quando sua beleza chamou a atenção dos acusados. Os quatro homens estavam dentro de um carro que passava pela região. A mulher foi colocada no veículo e, em seguida, colocada no mesmo carro que os criminosos. Mais tarde, a vítima foi presa em um cativeiro, onde aconteceram as relações sexuais não consentidas durante os quatro dias de terror. Apenas no dia vinte a mulher foi liberada. Nesse tempo, os criminosos falavam que a vítima poderia ser morta à sua família. Eles conseguiram então da família da jovem dois carros, um HB 20 e um Corolla, além de quatro mil reais.

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A mulher, felizmente, foi solta próxima à praça do pedágio localizada na BR-324.

O soldado Luã, segundo o delegado que investiga o caso, Cleandro Pimenta, foi encontrado com o carro entregue pela família da vítima. O militar foi preso em flagrante e terá que se explicar a justiça. O preso, em depoimento, negou que tenha estuprado a vítima, mas não soube explicar o que teria feito nos dias em que a mulher ficou sumida. A mulher, levada para fazer o reconhecimento do seu estuprador, acabou dizendo que, de fato, o policial era o seu abusador. Os demais acusados ainda estão foragidos.