Nestes últimos dias, vêm ocorrendo acidentes em unidades offshore de modo assustador, em um curto espaço de tempo. Primeiro com o funcionário da Baker, que acabou morto junto com 4 feridos a bordo da embarcação da Normand Maximus. Logo em seguida, uma manobra operacional provocou um acidente na plataforma P-19. E agora, poucas horas atrás, a Sindipetro acabou de informar que outro sinistro aconteceu na unidade P-25, que estava em plena atividade no momento do acidente.

O fato ocorreu com um funcionário da C.E.S Mecânica e Instrumentação, quando o mesmo estava em uma atividade de movimentação de cargas e acabou fraturando o dedo.

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Logo em seguida, a equipe de socorristas a bordo prestaram os primeiros socorros e depois de estabilizado, o colaborador da empresa foi desembarcado de modo emergencial. Já em terra, ele foi diretamente levado ao hospital. Operado, agora ele está passando bem, segundo o relato de parentes e de pessoas que estão acompanhando o caso de perto.

Em nota, a Petrobras disse que está confeccionando uma equipe para averiguar as circunstâncias do acidente. O ativo que a P-25 está em operação nesse momento, é no campo de Albacora.

Histórico de acidentes na P-25

No dia 15 de fevereiro de 2016, aconteceu um acidente com um montador de andaimes, funcionário da Odebrecht, nessa mesma unidade, que posteriormente teve o dedo amputado. Na época, o Antônio Alves, então diretor da Sindipetro, teve que subir a bordo da unidade para apurar as causas do acidente e representar as entidades que estavam cuidando do assunto.

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Mas apesar da amputação do dedo, a Comunicação de Acidente de Trabalho( CAT) foi aberta como "sem afastamento", mesmo o funcionário tendo desembarcado e sido atendido em um hospital na cidade de Macaé-RJ.

Notem que há uma espécie de banalização desse documento muito importante que é a CAT, o qual está sendo negligenciado de modo furtivo pelas empreiteiras e pela própria estatal. É de suma importância que todo tipo de acidente seja denunciado ao Sindpetro, porque, se esses sinistros continuarem sem notificação, as empresas não sofrerão sansões e procedimentos de segurança continuarão a serem ignorados, potencializando ainda mais os riscos ocupacionais inerentes de uma unidade offshore no #Brasil.