Um preso do Centro de Detenção Provisória de Santo André, Estado de São Paulo começou, na quarta-feira (1º), a passar mal e reclamar de dores abdominais. Logo em seguida, foi encaminhado ao hospital. Durante a consulta, o preso confessou ao médico que, 10 dias antes, engoliu um aparelho celular para evitar ser flagrado durante revista efetuada pelos agentes penitenciários.

Raios X confirmam a história do detento

Logo após fazer a declaração ao médico, o preso foi submetido a exame de raios X, quando então houve a confirmação: um aparelho celular estava na região intestinal do detento. Logo depois foi submetido a uma cirurgia e retirado o celular, que media aproximadamente 6 centímetros.

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A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo comunicou ao juiz da Vara de Execuções Criminais, registrou boletim de ocorrência e instaurou procedimento preliminar para averiguar a conduta do detento.

Casos semelhantes ocorrem constantemente

Este não foi um caso isolado. Dias antes, policiais flagraram, através de raios x, após detentos da penitenciária de Presidente Bernardes, interior de São Paulo, terem passado mal, celulares, fios e fones de ouvido que estavam no estômago de dois detentos. Um deles tinha seis microcelulares.

Do outro, foram tirados quatro celulares, fones de ouvido e invólucros com drogas. Outro caso também foi constatado no mês passado na penitenciaria de Mainrique, (SP), quando um celular foi retirado do estômago de um detento.

Vulnerabilidade do sistema penitenciário

Além de casos como esses envolvendo presos em São Paulo, outros semelhantes ocorrem em vários locais do país.

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Há também casos em que familiares são flagrados transportando celulares, objetos cortantes e drogas quando em visita aos detentos.

Em muitos #Presídios e penitenciários espalhados pelo Brasil, o sistema de revista ainda é feito de modo arcaico, ou seja, não há uso de detectores de metais e nem aparelhos de raios X, o que iria acabar - ou pelo menos diminuir - a incidência de casos semelhantes. Drogas, armas e celulares circulam livremente pelos presídios brasileiros. #sistemapenitenciario