O portal de notícia G1 publicou nesta quinta-feira, 16, um vídeo que mostra o adolescente Wesner Moreira da Silva, de dezessete anos, agradecendo as orações que estava recebendo. De acordo com a família dele, ele havia perdoado seus algozes, colegas de trabalho de um lava-jato. Wesner morreu pouco depois de gravar o vídeo. Ele estava há onze dias internado, após ter sido estuprado com uma mangueira de ar comprimido em uma lava-jato de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O caso acabou repercutindo em todo o país por conta do fato inusitado e pelo fato do jovem, mesmo tendo sido abusado por uma mangueira, ainda teve capacidade de perdoar quem fez isso com ele.

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No vídeo que emocionou e chocou muita gente, o adolescente diz que já está bem e que, em alguns dias, estaria novamente com sua família. Ele pediu orações. No vídeo, o jovem nem mesmo respirava com a ajuda de aparelhos, mas acabou tendo complicações no esôfago e uma hemorragia provocou, em seguida, um parada do coração e do pulmão, fazendo com que ele falecesse. Em entrevista à TV Globo, os pais do rapaz dizem que ele era humilhado, frequentemente, no Lava-Jato, mas que por necessitar do dinheiro para ajudar à família, não saía do local.

Após a morte, o laudo médico concluiu que o jovem morreu por conta do estupro sofrido no Lava jato. A justiça solicitou a prisão dos principais suspeitos do #Crime. Um deles é dono do Lava Jato, Thiago Demarco Sena, e o outro amigo do rapaz e funcionário do estabelecimento, William Henrique Larrea.

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Todos os suspeitos tem trinta anos. O jovem, durante o trabalho, foi segurado por um amigo, que abaixou suas calças. O outro homem então introduziu uma mangueira em seu ânus e ligou o compressor de ar, que costuma encher pneus. Isso teria causado uma lesão grave no sistema digestivo do jovem.

A família dele agora pede justiça. Para muitos, o crime pode ser um indício de homofobia, mesmo com o fato do jovem não ser assumidamente homossexual. Muitas entidades pedem uma solução rápida para o crime. #Investigação Criminal