A crescente #Violência no Brasil causa impactos em todos os setores da sociedade e o transporte tem sido bastante afetado, principalmente com assaltos, seja aos ônibus, aos táxis ou até mesmo ao novo "queridinho" do país, o UBER.

A empresa aceita pagamentos em dinheiro para alcançar regiões mais pobres, que normalmente não têm grande utilização de cartões de crédito, porém, desde que a opção foi incluída, o número de assaltos e atos violentos contra os motoristas teve grande aumento.

Para contornar esses problemas, a empresa passou a exigir o cadastro do CPF e data de nascimento, a fim de tentar coibir a violência com seus motoristas.A mudança está vigorando desde a última segunda-feira (13), e prevê o cadastro do documento para pagamentos em dinheiro.

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O CPF será verificado em um banco de dados. O cadastro é obrigatório em São Paulo e poderá ser exigido em outras capitais, em breve. .

As causas da decisão e a nova medida

Em setembro de 2016, o motorista Osvaldo Luis Modolo Filho fez uma corrida para uma casal de adolescentes, na Zona Leste de São Paulo. Como o pagamento era feito em dinheiro, os jovens utilizaram nome falso para o cadastro e, pouco antes de chegar ao destino, pegaram duas facas de cozinha e esfaquearam a vítima várias vezes, abandonando-a para morrer na rua. Os jovens ainda levaram o carro, que foi encontrado pela polícia mais tarde.

O casal foi preso e acusado de assassinato, com intenção de roubo de veículo. Das facadas desferidas em Modolo, duas foram tão profundas que, a princípio, a polícia acreditou serem ferimentos de bala.

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De acordo com a empresa #UBER, esse foi o primeiro caso de assassinato de motoristas no Brasil. No entanto, após o incidente, a polícia confirmou mais seis mortes. No começo de 2016, antes do pagamento em dinheiro começar a ser aceito, a média de roubos era de 13 por mês. Com a inclusão da nova forma de recebimento, os índices aumentaram para 141 por mês.

Os pagamentos em dinheiro trouxeram facilidades aos criminosos, pois possibilitaram a elaboração de cadastros com nomes falsos, dificultando que a polícia os encontrasse. Já com o uso de cartão de crédito, a empresa tem acesso aos dados do cliente, facilitando o trabalho da polícia.

A empresa ainda está analisando outras possibilidades para aumentar a segurança de seus funcionários, como por exemplo, permitir que os motoristas optem por não aceitar pagamentos em dinheiro. Outra ideia é um algoritmo que bloqueia novos usuários de dinheiro, caso mostrem comportamento estranho, como cancelar muitas corridas. #Economia