O Governo Federal decretou estado de #emergência em #Minas Gerais após o surto de febre amarela se alastrar no estado. Na última segunda-feira (20), a medida foi oficialmente divulgada no Diário Oficial da União. O boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na sexta-feira (17) registrou 1.012 notificações da doença, sendo que 57 casos foram descartados e 220 já foram confirmados. A #Febre Amarela já causou a morte de 78 pessoas e mais 96 casos estão sob suspeita.

A medida emergencial é destinada a Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni, cidades sedes das Unidades Regionais de Saúde que contemplam mais 152 municípios.

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Cabe à prefeitura destas quatro cidades solicitar apoio emergencial para atender às necessidades da população. A febre amarela vem se alastrando por Minas e casos da doença já foram registrados em 42 cidades mineiras e em outras 84 há casos sob suspeita.

O surto de febre amarela teve início em janeiro deste ano com casos registrados no Nordeste e Sudeste do país, sobretudo em Minas Gerais. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil vive o pior surto da doença desde 1980, quando dados sobre a febre amarela passaram a ser registrados.

Transmissão

A febre amarela ocorre em zonas silvestres e urbanas apresentando a mesma manifestação, já que o vírus é o mesmo, mas se diferencia em relação aos transmissores. Em áreas silvestres, o principal vetor é o mosquito Haemagogus e os principais hospedeiros são os macacos.

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Em zonas urbanas, o vetor é o #mosquito Aedes aegypti (o mesmo que transmite dengue, zika e chikungunya), sendo o homem seu único hospedeiro. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado e a doença não é transmitida de uma pessoa para outra.

Prevenção

As formas mais eficazes de prevenção da febre amarela são a vacinação e o combate ao mosquito transmissor. A vacina é aplicada em dose única e deve ser reforçada a cada 10 anos. Em crianças, a vacinação é recomendada aos 9 meses e um novo reforço deve ser aplicado aos 4 anos. A população pode se vacinar gratuitamente em postos de saúde. Para combater o mosquito as principais recomendações são: não deixar água parada, limpar calhas após chuvas, não deixar pneus, vasos ou recipientes expostos à chuva e manter caixas d'água e cisternas bem fechadas.