Desde 2006 presa e condenada a pagar 39 anos de prisão por ter orquestrado o assassinato dos pais, #Suzane Von Richthofen ganhou a possibilidade de sair da prisão para cursar o ensino superior, após ser aprovada no #fies em um curso noturno de Administração da faculdade católica Dehoniana – que é presencial e privada. O resultado saiu nessa segunda-feira (13) e ela apareceu na lista do Fundo de Financiamento Estudantil – que é mantido pelo governo federal – após ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (#ENEM), feito no mês de dezembro de 2016 na Penitenciária Feminina de Tremembé.

No ano de 2005, Suzane havia passado para o regime semiaberto e no mês de outubro a Justiça deu autorização para que a detenta pudesse frequentar uma faculdade. Apesar da aprovação, Richthofen ainda não se pronunciou sobre a sua aprovação e se realmente irá seguir esse novo caminho de sua vida, em uma faculdade.

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Ela tem até o dia 14 de fevereiro, (terça-feira), para decidir se fará o curso de Administração às custas do estado brasileiro, ou não. Para isso, a presidiária precisa acessar o SisFies e concluir a sua inscrição, caso queira ter direito a até 100% da bolsa estudantil ofertada pelo Fies.

No exame, de acordo com o portal G1, Suzane conseguiu a nota 675,08 e até o fim da tarde dessa segunda (13) a faculdade Dehoniana informou que não recebeu a matrícula da presa e, também, disse que o Fies ainda não entregou a lista dos aprovados à Instituição. A mensalidade do curso de Administração que Richthofen foi aprovada é de R$ 596 por mês. Apesar da aprovação, a detenta ainda depende de uma decisão da juíza Sueli Zeraik. Para isso, a Defensoria Pública, que está a defender Suzane, deverá entrar com um pedido na Vara de Execuções Criminais (VEC), no entanto, cabe somente à juíza a decisão que permite a detenta de fazer o curso.

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A Defensoria Pública, que tem defendido Richthofen, foi procurada pela grande imprensa para se pronunciar sobre a aprovação da presa e a possível ida dela para o curso de Administração em uma faculdade católica, no entanto, a assessoria do órgão afirmou que não poderia prestar esclarecimentos aos repórteres pelo motivo de que o caso de Suzane corre de maneira sigilosa. Da mesma forma, a Secretaria de da Administração Penitenciária (SAP) não quis se pronunciar.