A #DEIC (Diretoria Estadual de Investigação Criminal) com sede em Florianópolis realizou na manhã dessa terça-feira (14) entrevista coletiva com a finalidade de prestar informações acerca da ação ocorrida no final de semana em São João Batista durante tentativa de explosão a caixas eletrônicos, onde três bandidos foram mortos e dois policiais civis foram baleados, além da apreensão de veículos, armamentos e explosivos.

A detenção

O tenente Paulo Renato Farias, comandante da Polícia Militar de São João Batista chegou à paisana na sede do DEIC e queria se manifestar na entrevista coletiva, porém foi impedido. Segundo informações apresentadas pelo site de notícias Clicrbs/sc, o oficial estaria descontente pelo fato da Polícia Militar de São João Batista não ter sido comunicada previamente da operação da DEIC naquela cidade.

Publicidade
Publicidade

Durante a confusão na sede da DEIC, policiais civis chegaram a retirar o oficial da sala e levá-lo à outro ambiente, solicitando inclusive algemas. O oficial foi detido por desacato e desobediência, porém, recusou-se a assinar um termo circunstanciado para se apresentar em juízo posteriormente, o que acarretou a prisão em flagrante. Segundo o advogado Noel Baratieri, o oficial não quis assinar o termo porque estaria assumindo a culpa de crime que afirmou não ter cometido. Ainda segundo o advogado do tenente, este teria ido à sede da DEIC na condição de civil para conversar com os jornalistas e que "houve excesso dos policiais civis que o jogaram no chão (o tenente) e o algemaram.

Encaminhado para o Batalhão e pedido de habeas corpus

Por volta das 19h30, o tenente foi conduzido, sem algemas, acompanhado do corregedor da Polícia Militar para o Batalhão de Polícia Militar de Balneário Camboriú, onde passaria a noite sob custódia, para que nessa quarta-feira (15) comparecesse a uma audiência de custódia.

Publicidade

O defensor estava avaliando se impetrava ainda na noite de terça um habeas corpus ou aguardava o resultado da audiência de custódia.

Episódio não desqualifica o oficial

Conforme o coronel que comanda a 3ª RPM (área de abrangência de São João Batista), o tenente deve permanecer no comando da PM daquela cidade e que o episódio não desqualifica profissionalmente o oficial. Até segunda ordem do comando geral da Polícia Militar de Santa Catarina, não haverá mudanças. #Casos de polícia