A situação no Espírito Santo levou o Ministério da Defesa a criar uma estratégia para proteger o país em caso da extensão dos protestos, não só na região, como também para o resto do Brasil. Existe o temor que a greve da Polícia Militar capixaba possa se estender para outros estados. Existem protestos, por exemplo, no Rio de Janeiro, mas nada que de fato atrapalhe o serviço de segurança feito pela polícia no estado. De acordo com informações do site da Revista Veja, o serviço de inteligência do governo federal descobriu que existem articulações de greve em pelo menos quatro estados brasileiros. Além do citado Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul seriam regiões que podem ter problemas do tipo.

Na sexta-feira, 10, houve um acordo com os #Militares capixabas.

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Eles tinham até às sete da manhã, no horário de Brasília, para voltarem ao trabalho. Por volta das dez da manhã, o movimento grevista ainda continuava neste sábado, 11. As sanções que podem acontecer vão da expulsão da corporação até a prisão por #Crime de desobediência e motim, que pode chegar a vinte anos de detenção. A constituição brasileira proíbe que os militares façam greves. 700 PMs capixabas já foram indiciados. Isso corresponde a 7% da corporação.

Por conta do clima ruim, as Forças Armadas colocaram à disposição tanques de guerra em regiões estratégicas, além disso, 30 mil homens e mulheres das Forças Armadas, também já estão prontos para ajudar se foi necessário. Três mil deles já foram descolados ao Espírito Santo. A previsão é que mais três mil cheguem até domingo. Caso a greve não termine, a constituição estabelece que as Forças Armadas façam o serviço de polícia, prendendo, inclusive, os PMs desertores.

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Isso está sendo evitado, já que causaria problemas sem precedentes e, não necessariamente, resolveria a questão da greve.

Alguns dos soldados que estão a postos já trabalharam em conflitos internacionais, como a missão do Brasil pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti.