O Jornal Nacional conseguiu fotos exclusivas que mostram com detalhes como é a vida encarcerada do casal que ficará para história como um dos maiores desviadores de recursos públicos no Brasil.

As imagens foram ao ar na noite desta quarta-feira (1), e por meio delas se tem uma noção de como o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, passam os longos dias na cadeia.

Ambos estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, em pavilhões distintos, que ficam a cerca de 150 metros um do outro.

Enquanto Cabral vive em um espaço mais amplo, de 16 metros quadrados, a esposa dele fica em uma área 10 metros quadrados menor, porém desfruta de cela individual.

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Cabral tem um banheiro com direito a vaso sanitário. Já Adriana Ancelmo conta com um buraco no chão para satisfazer suas necessidades fisiológicas. Os dois têm que limpar o próprio espaço.

Um detalhe comum são os livros. Ambos utilizam a leitura para passar parte do tempo. Na cama dele - a quem fica em baixo na beliche - pode ser vista a biografia de Winston Churchill, ex-primeiro-ministro do Reino Unido. Adriana tem, entre outros livros, a Bíblia em uma estante de concreto.

O ex-governador conta com proteção contra insetos, já que há telas nas portas e janelas. Outra regalia é uma televisão, além de cinco ventiladores.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, eles conseguem se ver e os encontros acontecem sempre às quartas-feiras, às 9 horas, no pátio do pavilhão onde está Sérgio Cabral.

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Eles podem permanecer juntos no local até às 16 horas.

Pesam contra o casal, preso desde novembro, as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de participação em esquema de corrupção envolvendo obras públicas. O grupo é apontado como responsável pelo desvio de mais de R$ 220 milhões, conforme a Operação da Polícia Federal, denominada Calicute.

Dentre as obras públicas superfaturadas e geradoras de desvios estão a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.

#Política #Crime #Casos de polícia