O Brasil é um dos seis países sul-americanos com casos de febre amarela. Esta informação é da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), órgão da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conforme a OPAS, que atualizou dados no último 16 de março, com o Brasil estão Colômbia, Bolívia Peru, Equador e Suriname. Até dia 15 desse mesmo mês, o Ministério da Saúde (MS) contava 1.558 casos suspeitos de #Febre Amarela do ciclo silvestre notificados. Desse total, estão sendo investigados 933 ocorrências, sendo que 424 foram confirmadas e 201, descartados. Autoridades sanitárias dão grande importância à febre amarela por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas.

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Doença infecciosa estava erradicada no Brasil

A febre amarela é infecciosa, de quadro febril agudo, e se encontrava erradicada no Brasil desde 1942. Os tipos dessa doença são: o silvestre, nas áreas florestais e o urbano, na cidade. Na fase silvestre, o principal vetor da doença é o mosquito Hamagogus, enquanto que na urbana, o transmissor é o Aedes Aegypiti, o mesmo da dengue.

Macaco contamina o mosquito que pica o homem transmitindo a doença

Em alguns casos, o macaco com febre amarela silvestre infecta o mosquito que pica o humano, proliferando a doença. O Ministério da Saúde atua evitando a enfermidade, e registra casos silvestres de 1980 a 2016. Registra também, ocorrências de 15 casos humanos, em Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amazonas, no período de julho de 2014 a dezembro de 2016.

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Atualmente, o país possui oito Estados com situações epidêmicas em 184 municípios, das quatro regiões: Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste.

São Paulo registra óbitos e Ministério da Saúde envia vacinas aos Estados

No último 17 de março, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou três mortes por febre amarela silvestre, autóctones, isso é, ocorreram no Estado, nos municípios de Américo Brasiliense, Araraquara e Batatais. O órgão registrou também, cinco óbitos importados de Minas Gerais. As notificações, tem um caso em Santana do Parnaíba, três na Capital, e de Paulínia. Já o Ministério da Saúde, recentemente enviou 16,15 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela aos Estados da Federação, objetivando prevenir a doença e bloquear a propagação dessa infecção.

Série histórica do SUS para a doença alerta risco para pessoas não vacinadas

No site Portal Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS), a série histórica de casos humanos silvestre no Brasil tem parâmetros alternativos com picos estacionários e endêmicos, com atenção para região Amazônica.

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Por isso, autoridades de Saúde orientam que a melhor forma de prevenir a febre amarela é vacinar-se contra a doença, principalmente quem for viajar para as áreas com risco da doença.

Vacinação no SUS aplica primeira dose aos nove meses de idade

O Sistema Único de Saúde provê a primeira dose da vacina contra a febre amarela para crianças aos nove meses de idade. A segunda dose aos quatro anos. Já, os adultos devem vacinar-se em duas doses, num espaço de dez anos cada uma. A vacina é contra-indicada às pessoas com estado febril agudo, histórico de hipersensibilidade a ovo de galinha, gestantes, ou pessoas acometidas por câncer e lúpus, seguindo sempre orientações do profissional de saúde. #infecciosa #sistema de saúde