A profissão mais antiga do mundo a serviço da classe mais sórdida do mundo pode movimentar até R$ 40 mil mensais por cada profissional atuando em Brasília, Distrito Federal.

É o que conta Camila Ferrari, uma profissional do sexo declarada, especializada em atender personagens graúdos do Congresso Nacional e da Esplanada dos Ministérios.

A prostituta concedeu uma entrevista para uma emissora de TV e contou alguns detalhes de seu trabalho. A começar pela clientela, que compreende senadores, deputados, ministros e ainda altos executivos com gordos contratos em obras federais.

A acompanhante de luxo diz que um programa de duas horas custa R$ 3 mil.

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Uma noite vale R$ 5 mil. Modesta, ela conta que não está entre as ‘top’ na lista de profissionais mais bem pagas. Há meninas que são ‘famosas’ no ramo e que chegam a cobrar 30 mil por duas horas com um político. Muitos pagam com satisfação.

Camila falou para a televisão diretamente de um hotel de alta classe onde estava hospedada a trabalho. Neste caso, foi fechado um pacote mensal de um mês com prestação de serviços sexuais exclusivos para um político bem influente, que obviamente não foi identificado.

Quando há este tipo de acerto, a remuneração chega a R$ 40 mil. “É muito mais fácil eles alugarem o meu tempo do que terem um caso com uma amante, que pode ser a secretária ou a assessora. Eles têm a garantia comigo de que haverá discrição. Eles pagam pelo meu silêncio. Eu jamais tiraria fotos que comprometessem a imagem deles.

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Eles inclusive confiscam o meu celular”, conta.

A profissional do sexo diz que já perdeu as contas de quantas vezes viajou a lazer com políticos casados. A última viagem foi em agosto do ano passado, para Miami, nos Estados Unidos. Por 7 dias de passeio, ela ganhou R$ 30 mil de um deputado estadual, fora os presentes caros. O detalhe é que agosto não é mês de recesso parlamentar. Isso quer dizer que o deputado deixou de trabalhar para desfrutar de luxo e luxúria. “Imagina, R$ 30 mil reais em sete dias? Um deputado não ganha tanto assim né?”.

É bastante claro que o salário da moça e de suas colegas sai de contas abastecidas por esquemas corruptos. Ou seja, quem paga a farra nos lençóis de cetim somos nós, pagadores de impostos.

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