Está marcado para iniciar hoje (14), às 9h, na Câmara de Vereadores de Imbituba, litoral Sul de Santa Catarina, a sessão do júri de Matheus de Ávila Silveira, de 24 anos, réu confesso de ter assassinado a criança indígena Vitor Pinto, com 2 anos na época do crime. O autor ficou preso em Imbituba e foi posteriormente encaminhado para o hospital de Custódia em Florianópolis, pois, segundo os médicos, ele foi diagnosticado com uma síndrome que causa transtorno de personalidade. A denúncia do Ministério Público contra o autor é de homicídio duplamente qualificado e, se for condenado, poderá ter uma pena de 12 a 30 anos de prisão.

O caso

No dia 30 de dezembro de 2015, ao meio-dia, na frente da rodoviária de Imbituba, sob uma árvore, uma mulher indígena amamentava tranquilamente seu filho de apenas dois anos de idade. Repentinamente apareceu um homem, sacou uma faca e cortou o pescoço da criança. Logo após, saiu correndo sem levar nada. A criança morreu na hora.

Buscas logo em seguida

Logo após os fatos policiais de toda a região, com o auxílio de um helicóptero da polícia, iniciaram buscas. Ainda naquela tarde um suspeito foi detido às margens da rodovia BR 101 e encaminhado para uma delegacia para possíveis identificações e reconhecimento. Entretanto, ainda no mesmo dia o rapaz foi liberado, pois tanto um taxista quanto o pai da criança não o reconheceram como o autor do crime.

Na noite do dia seguinte o verdadeiro suspeito foi preso na rodoviária de Imbituba, pois tinha as características do autor, que pode ser conferido nas imagens de câmeras externas da rodoviária, que flagraram o momento do assassinato contra o indígena. O acusado usava a mesma mochila e tinha as mesmas características do homem que, nas imagens, degolou a criança.

Alegou estar sob influências de espíritos

Em dois interrogatórios o acusado, Matheus, negou ser o autor dos crimes mas, após ser confrontado com as imagens, acabou confessando a autoria do homicídio. Alegou, segundo a Polícia Civil, que não matou a criança por ela ser indígena, que não os conhecia e ainda que estava sob influência de espíritos que o disseram que, se ele matasse uma criança, teria prosperidade na vida e alcançaria o reconhecimento da sociedade. #índios #homicidioduplamentequalificado