Um homem de 44 anos e de nacionalidade alemã está ‘causando’ no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Desde dezembro Stephen Brode está “morando” nos saguões por não ter dinheiro para retornar ao país de origem. Se fosse só isso, tudo bem. O problema é que o sujeito passou a ficar violento e atacar, sem mais nem menos, passageiras e funcionárias que trafegam pelo aeroporto.

De acordo com as autoridades do estabelecimento, câmeras de monitoramento mostram que ao todo sete mulheres já foram agredidas. Num dos vídeos, um mulher de roupa peta que aguarda seu voo aparece distraída com o celular e é surpreendida com um tapa do alemão.

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Chocada e perplexa, ela vai embora sem compreender nada.

Em outra sequência de imagens, uma moça que caminha com bagagens ao lado do marido também leva um golpe na cabeça do grandalhão de quase dois metros de altura. O companheiro se dirige até o alemão, mas resolve ir embora.

Mesmo com esse tipo de atitude se repetindo, o cidadão permanece à solta pelas dependências de Cumbica.

Responsáveis pelo aeroporto alegam que não têm poder para prender o agressor, mas afirmam que estão monitorando seus passos 24 horas por dia, enquanto tentam sensibilizar a embaixada alemã a tomar providências.

Além disso, a Polícia Federal disse que notificou o sujeito a deixar o país em até 8 dias. Se o prazo acabar e ele não cumprir a ordem, será deportado pelos agentes de forma compulsória.

Segundo informou o setor administrativo de uma das companhias que administram voos para a Alemanha, o homem chegou a tentar comprar passagens com cartão de crédito, mas a compra não foi aprovada pela operadora.

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Enquanto o impasse não se resolve, Brode passa a maior parte do tempo sentado e lendo, junto de sua bagagem. Quem não sabe da história imagina que ele é um passageiro comum. Mas há suspeitas que ele esteja em estresse ou com algum transtorno psíquico que causam surtos repentinos.

As passageiras vítimas de violência não chegaram a dar queixa da agressão, mas as profissionais de empresas aéreas atingidas oficializaram o registro.

#Crime #Casos de polícia