Pressionado pelo escândalo gerado após a Operação #Carne Fraca, da #Polícia Federal (PF), o governo liderado pelo presidente #Michel Temer (PMDB) anunciou que irá aumentar a fiscalização e vigilância sobre frigoríficos, em especial nos 21 estabelecimentos suspeitos de irregularidades na produção de carne do mercado brasileiro..

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Deflagrada na última semana, a operação da PF revelou que alguns produtores de carne do país utilizavam-se de um esquema de propina paga aos fiscais agropecuários para adulterar a carne produzida. Segundo as investigações, os frigoríficos suspeitos teriam utilizado ácido para “maquiar” carne estragada, além de utilizar outros produtos não autorizados para a industrialização de produtos com base de carne processada.

Após uma série de reuniões no Palácio do Planalto, Temer e seus aliados - em especial o ministro da Agricultura, Blairo Maggi - se pronunciaram sobre as medidas que devem ser tomadas em relação ao escândalo. Maggi também abordou a magnitude do problema, afirmando que o problema não afeta todo o sistema de agropecuária brasileira, mas sim “poucos desvios de conduta, de poucos funcionários, em algumas poucas empresas”.

Maggi também classificou as informações de que as empresas teriam supostamente misturado papelão na carne produzida no mercado brasileiro como “uma insanidade” e “uma idiotice”.

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Ele argumentou contra os boatos afirmando que as empresas investiram milhões de dólares e anos em consolidação de mercado. “A narrativa nos leva a criar fantasia. A partir de uma fala, as redes sociais, a mídia”, disse o ministro.

Maggi também declarou estar preocupado com a crise, afirmando que uma interrupção ou diminuição nas exportações de carne brasileira poderia gerar “uma crise muito grande” e “grandes dificuldades para colocar isso novamente nos trilhos”.

Denúncias geram reações na comunidade internacional

Para a cúpula do governo, a crise também pode representar um estremecimento em relações comerciais internacionais, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo, com 7% de participação do mercado mundial. Em 2016, as exportações de carne brasileira geraram movimentação de mais de 10 bilhões de dólares no mercado brasileiro. Após a divulgação do escândalo, representantes da União Europeia (UE) e da China solicitaram reuniões de esclarecimentos com órgãos do governo.

Para acalmar os ânimos da comunidade internacional, Temer e sua cúpula realizaram reuniões com embaixadores.

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O presidente também convidou os representantes internacionais para um jantar realizado em uma churrascaria de Brasília neste domingo, dia 19. A refeição gerou polêmica após a divulgação de que a churrascaria Steak Bull, onde o jantar foi realizado, servia carnes importadas em sua maioria. No entanto, o gerente do estabelecimento informou posteriormente ao portal G1 que, apesar de trabalhar com carnes de outros países, o restaurante serve diariamente 80% de carnes brasileiras.

O Ministério da Agricultura afirmou que deve divulgar nesta segunda-feira, dia 20, uma lista com os países que receberam lotes de carne supostamente comprometidos pelas denúncias da operação da PF. O governo também tentou diminuir o impacto do escândalo, afirmando que as suspeitas pairam sobre apenas “duas dezenas” dos quase 5 mil frigoríficos em operação no país.