Em um mundo cada vez mais desigual, conviver com as diferenças é uma tarefa difícil para quem vê-se excluído da sociedade por inúmeros motivos. São pessoas que não são consideradas como padrão e que fogem do denominador comum a maioria da população. Mulheres, LGBTQI’s, pobres, negros e deficientes são exemplos clássicos de parte da população que tem de enfrentar diariamente o preconceito, além de viver com a aquilo que torna-a diferente das demais pessoas.

Geralmente essas pessoas já enfrentam dificuldades na vida por tal condição e ainda são obrigadas a passar por situações preconceituosas, como o que aconteceu com a professora de escola primária, Olga Souza.

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A mulher é deficiente visual e estava curtindo dez dias de férias em Balneário do Camboruí quando sofreu um preconceito tremendo de banhistas do local.

Olga tem 57 anos e estava em Balneário a passeio, quando a presença de seu cachorro na areia da praia incomodou alguém que chamou a polícia para a professora nesta quarta-feira (1). As pessoas ficaram enfurecidas ao ver a mulher banhando-se no mar com seu cachorro, Darwin.

A presença de animais em praias e proibido por lei, mas a condição de Olga permite que ela traga seu cachorro que possui uma finalidade especial em sua vida. Sem poder enxergar, Darwin é os olhos da professora, que faz o uso do cão guia para se locomover para todos os lugares.

Animais como cães-guia são permitidos em todos os locais e esse direito é garantido por lei. Alguns banhistas não sabiam disso e chamaram a polícia por causa do cachorro que estava na areia.

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Mas, nem mesmo o guarda sabia de tal lei, chegando a enquadrar a senhora que teve que ligar para o centro de adestramento da UFSC para certificar-se que não estava cometendo nenhum #Crime.

Somente após os policiais conversarem com os especialistas é que a mulher foi liberada pelas autoridades no local. Olga disse que essa é a primeira vez que isso acontece com ela, e indignada, a mulher disse que não escolheu ser cega e que as pessoas deveriam respeitar mais as diferenças dos outros. #Casos de polícia