Quem era jovem nos anos de 1960 e 1970 há de lembrar do bandido que ganhou fama internacional por matar mulheres e esquartejá-las depois.

Conhecido como Chico Picadinho, Francisco da Costa Rocha, pode deixar a prisão a qualquer momento, depois de ficar 41 anos isolado da sociedade.

Embora várias mortes lhe tivessem sido imputadas, a Justiça só conseguiu provas para condená-lo pela morte de duas mulheres. O caso ficou famoso pela extrema crueldade com que o criminoso agia. O noticiário policial da época repercutiu bastante a investigação dos crimes e todos os desdobramentos até o julgamento.

Há a possibilidade que depois destas quatro décadas em regime fechado, Chico ganhe o direito de retornar ao convívio da sociedade até julho deste ano.

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Um dos argumentos que corroboram essa tese é o fato do condenado ter ficado atrás das grades onze anos além do permitido pelo Código Penal Brasileiro. Lembrando que ele só ficou todo esse tempo a mais por conta de uma interdição civil, requerida pelo Ministério Público e aceita pela Justiça Paulista no dia 14 de dezembro de 1998. Esse era o ano em que ele deveria ter saído, por ter cumprido integralmente a sua pena já no dia 21 do mesmo mês.

Ele foi preso aos 33 anos de idade e hoje tem 74 anos. A soltura foi uma decisão da juíza Sueli Zeraik Armani, da 1ª Vara de Execuções Penais de Taubaté.

Para que ele conquiste definitivamente o direito de deixar a Casa de Custódia de Taubaté, terá ainda de ser aprovado em testes psicológicos.

Há quem tema a possibilidade do homem mais perigoso de uma época reconquistar a liberdade.

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Especialistas ressaltam que se uma pessoa é psicopata, ela vai ser assim enquanto estiver viva e, por isso, é um risco desfrutar de convívio social como se fosse alguém “normal”.

Para quem não lembra da história, em 1964, Chico assassinou e cortou em pedaços a austríaca Margareth Suida. Fez isso durante uma relação sexual. Chegou a ser preso e condenado, mas permaneceu apenas oito anos privado de liberdade.

Depois deste período, foi solto por bom comportamento, mas dois anos depois, em 1976, fez uma nova vítima. Ângela da Silva também foi morta durante uma relação sexual. O esquartejamento, porém, foi descoberto pela polícia após um conhecido dele denunciá-lo. Os agentes conseguiram achá-lo antes que ele sumisse com o corpo, localizado em pedaços em uma mala.

#Crime #Investigação Criminal