Imagine duas aeronaves ficarem lado a lado, separadas por uma distância de apenas 50 metros, tudo porque uma elas é desconhecida das autoridades que controlam o espaço aéreo?

Pois um vídeo que foi produzido com aeronaves reais que simularam essa situação foi divulgado nesta sexta-feira (31), pelo G1.

No clipe a Força Aérea Brasileira (FAB) manda um alerta a um caça sobre um jato suspeito que invadiu o espaço aéreo. O piloto do F-5 então decola e alcança a outra aeronave. Primeiro ele registra e envia imagens do veículo e manda para o controle. Depois comunica o outro comandante, por meio de rádio, que seu #avião estava sendo interceptado.

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Seguindo a simulação, a interceptação é para a checagem de dados.

Sempre em contato com a torre, o caça questiona a outra aeronave, a pedido da defesa aérea. “Confirme sua procedência e destino”, diz o piloto do caça.

Neste caso ilustrativo, percebe-se que trata-se de um voo simples, de transporte de passageiros, que partiu de Cuiabá com destino a Brasília. O comandante dá também o código Anac.

Depois da checagem preventiva que constata a ausência de qualquer risco ao país, a aeronave é orientada a mudar de rota e a pousar. Depois, o caça é quem pousa e a missão é encerrada.

Parece simples, mas não é. No Brasil mais de 1,8 mil aviões percorrem diariamente uma parte do espaço aéreo que tem tráfego intenso em pelo menos quatro estados. São rotas de entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

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Todas as aeronaves precisam voar com o conhecimento e autorização das autoridades. Caso contrário, passam a configurar uma ameaça ao território nacional e podem, sim, ser interceptadas. O último recurso é a ordem para abater, ou seja, derrubar.

O que dispara para a FAB o alerta de aproximação de uma aeronave desconhecida e suspeita é uma sirene. O sinal soa logo que o monitoramento por satélite acusa o potencial “invasor”.

Só a partir daí o trabalho de rastreamento começa, com o acionamento dos pilotos de caças da FAB que ficam posicionados em solo de prontidão para qualquer ocorrência.

#Casos de polícia