Um cliente desconfiado da oferta do filezinho de frango, também conhecido como sassami, resolveu tirar a prova dos nove e ainda filmar o resultado.

A promoção em um cartaz no supermercado Extra, no bairro Taquara, na Zona Oeste do Rio, anunciava o quilo do pacote por R$ 7,98.

Ótimo preço, certo? Até seria, se o pacote realmente tivesse um quilo, como informava a oferta. O consumidor mostrou que na verdade cada unidade disposta na gôndola refrigerada tinha pouco mais que 700 gramas apenas.

Ele começou o vídeo lendo os dizeres do cartaz. Depois, pegou um dos sacos de filezinho e observou a embalagem, lendo a descrição do produto e mostrando a indicação de quantidade impressa no plástico: 1 Kg.

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Depois o cliente foi até uma das balanças existentes no próprio supermercado para pesagem de frutas e legumes. Depositou o sassami embalado e constatou que o mesmo pesava apenas R$ 758 gramas.

Não contente, pegou outra embalagem do mesmo produto e pesou. Da segunda vez, a balança precisou 770 gramas, embora a embalagem indique o mesmo um quilo.

Indignado, o consumidor pergunta aos funcionários: “Quem está roubando? A Seara ou o Extra?”. E no fim do vídeo chama a atenção da fiscalização “E aí Procon?”.

É importante lembrar que, segundo o Procon, quando a declaração realizada pelos fabricantes ou pelos estabelecimentos varejistas, no rótulo dos produtos, contém medidas que não correspondam à pesagem real dos produtos efetivamente vendidos, fica clara a configuração de que o consumidor está sendo lesado.

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Com isso, fica caracterizado a infração ao artigo 37 do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, que define o ato de publicidade enganosa.

O frango que teve seu peso testado e reprovado no vídeo foi o da marca Seara. Independente da fabricante ou do produto com divergências de volume e peso, o consumidor pode acionar o Procon e registrar uma reclamação. Vale também entrar com um procedimento junto ao Inmetro, outro órgão que procede de forma técnica a pesagem para confirmar as fraudes.

#Crime #Casos de polícia