A população já começa a sentir os efeitos da crise nos #Correios. Moradores têm reclamado de atrasos nas entregas de correspondências. E o que já estava ruim, poderá ficar pior! A estatal pretende adotar o Programa de Dispensa Motivada no qual demitirá servidores concursados. A motivação seria a crise financeira e econômica, enfrentada pela empresa, já que não podem demitir empregados de empresas públicas sem justa causa.

Os trabalhadores estão apreensivos com as perdas de direitos já anunciadas, como a suspensão de férias, de maio de 2017 até abril de 2018 e, a ameaça de perder assistência médica (o plano passaria a cobrar mensalidade).

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Os funcionários reclamam de unidades abarrotadas de encomendas, defasagem no quadro de trabalhadores e falta de segurança. Por melhores condições, a #Greve, não está descartada.

Com um rombo estimado em mais de R$ 4 bilhões nos últimos anos, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, estima que, com o "contingenciamento de despesas", será economizado cerca de R$ 1 bilhão nos cofres da estatal.

Segundo o #sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP), o déficit de mão de obra nas agências na capital e região metropolitana é cerca de 3 mil funcionários, entre operadores e carteiros, que se aposentaram ou que foram demitidos nos últimos anos. Em entrevista à rádio Bandeirantes, no dia 23, o diretor de comunicação do sindicato, Douglas Melo, cobrou realização de novo concurso público para a reposição de carteiros, já que teve um aumento significativo da população e novas moradias.

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Procurando diálogo mais amplo com o governo Temer e com os Correios, as federações e seus sindicatos preparam uma grande mobilização para unir a categoria em defesa de seus direitos e contra a suposta privatização da empresa. A intenção também é aumentar o coro, contra a reforma da previdência e a terceirização, se unindo com as principais centrais sindicais do país

O Sindicato dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) marcou para o dia 6 de abril, assembleia para discutir a greve.