Trata-se de um esquema bastante antigo, mas que ainda faz inúmeras vítimas no país, em especial no Distrito Federal (DF). Uma quadrilha usa o nome e o registro da OAB de advogados para simular um contato referente a valores que a vítima, supostamente, tem para levantar, como benefícios previdenciários, por exemplo, mas que, para isso, seria necessário um depósito como forma de cobrir as custas processuais.

O advogado Guilherme Pereira, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, tomou conhecimento, de forma inesperada, que seu nome, bem como seu registro profissional, estariam sendo utilizados pelos estelionatários.

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No mês de fevereiro, ele foi contatado via telefone por um suposto cliente do interior de São Paulo, que havia pesquisado o telefone do escritório e resolveu ligar para tirar dúvidas a respeito de "valores a serem levantados por ele". O montante seria de R$ 80.000,00 e o cliente informou ainda que foi orientado por um suposto funcionário do advogado "Dr. Guilherme", que se identificou como "Dr. Aurélio", para fazer o tal depósito para cobrir as custas processuais.

Na mesma hora, Guilherme Pereira entendeu tratar-se de um golpe e aproveitou para coletar mais algumas informações sobre os criminosos com a vítima, registrando a ocorrência junto à Polícia Civil do DF.

Como se não bastasse, na mesma semana, outra possível vítima, desconfiada, entrou em contato com Guilherme Pereira narrando a mesma situação.

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Desde então, o profissional tem recebido esse tipo de telefonema com o mesmo roteiro e ligações provenientes de vários estados diferentes da Federação.

Outros casos

Nesta quinta-feira (2), mais um caso aconteceu na cidade de Manaus (AM). A mesma quadrilha utilizou informações profissionais da advogada Joyce Holanda Marinheiro. A vítima recebeu uma suposta carta de levantamento de valores previdenciários, na qual constava um telefone. Ao entrar em contato, foi direcionada por um atendente para falar com um suposto advogado, que informou ser necessário o depósito do valor de R$ 4.298,00, como forma de cobrir as custas processuais. O golpista alegou ainda ser funcionário da Dra. Joyce. Desconfiada, a vítima pesquisou o telefone da profissional e, ao entrar em contato, constatou tratar-se de um golpe.

A quadrilha vem aplicando golpes como esses no país inteiro. Os advogados que tiveram seus dados usados de forma ilícita exigem da OAB e da Polícia Civil que apertem o cerco aos criminosos, pois consideram o fato gravíssimo, além de ludibriar pessoas de bem e trabalhadoras. Os profissionais consideram que o golpe repercute negativamente na imagem dos advogados que tiveram seus dados usados como instrumento para esses crimes. #Direito #Penal #Estelionato