A Comissão de Direitos humanos da #oab (Ordem dos Advogados do Brasil) fez uma grave denúncia contra a Polícia Militar do Estado da Bahia. Nos dias de revista, no #Presídio de Vitória da Conquista, na Bahia, a Polícia humilha os presos fazendo eles dançarem, cantarem e gritarem que são "putinhas", segundo relatos da OAB. De acordo com as informações da Comissão, os presos ficam seminus e são colocados em fila. Se algum deles desobedece as ordens, a ira dos agentes aumenta e eles apanham muito. A situação foi comentada, nesta sexta-feira (24), e o órgão cobra uma ação contra essa atitude da polícia baiana.

A CIPE (Companhia Independente de Policiamento Especializado) é a responsável pela segurança durante a revista dos policiais.

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Espancamento

A Comissão dos Direitos Humanos da OAB apresentou várias queixas sobre supostos espancamentos que acontecem nas revistas. "São usados spray de pimenta, armas de choque e até cães ferozes para intimidar os detentos. Se os presos não obedecem, os cães podem machucá-los", relata a OAB.

A OAB constatou, durante visita ao presídio, que presos tinham hematomas recentes e diversos outros ferimentos espalhados pelo corpo. O vice-presidente da Comissão, o advogado Alexandre Garcia Araújo, comentou que a situação dentro do presídio de Vitória da Conquista, na Bahia, é de extrema situação precária.

A OAB soube desses fatos através de reclamações dos familiares dos presos.

Morte

A OAB também está cobrando da Polícia Militar da Bahia investigações sobre a morte de um preso no dia 12 de fevereiro.

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A direção do presídio havia falado que o preso tinha caído da beliche e morreu, mas foi constatado vários hematomas e cortes no rosto dele. Na declaração de óbito existiam informações que a vítima sofreu lesões toráxicas e abdominais. Isso faz com que a Comissão cobre mais explicações da Polícia.

Em nota, a Polícia Militar da Bahia comentou que nunca houve irregularidades na atuação de PMs no presídio. Tem um telefone gratuito onde podem ser feitas as denúncias e também pelo site, mas nunca ocorreu registro de problemas desse tipo na Ouvidoria. #Casos de polícia