Após reforma que custou cerca de R$ 20.000 aos cofres públicos, o presidente #Michel Temer decidiu deixar o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, e voltar para o Palácio Jaburu, imóvel destinado à moradia do vice-presidente. A mudança foi feita neste Carnaval, segundo informa a Folha de São Paulo, enquanto o presidente descansava com a família na Base Aérea de Aratu, na Bahia, local que também era o preferido dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Michel Temer ficou apenas 12 dias morando no Palácio da Alvorada. Assessores presidenciais ouvidos pela Agência EBC, oficial do governo, disseram que a família não se adaptou por causa das grandes proporções do imóvel.

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Eles voltaram para o Palácio Jaburu, um pouco menor e que foi projetado para ser uma residência.

O Palácio da Alvorada, idealizado por Oscar Niemeyer, foi construído em 1958, dois anos antes da inauguração de Brasília, para ser a residência oficial do presidente da república, na época Juscelino Kubitschek. Com 7.300 m², o imóvel tem auditório, biblioteca e várias salas de trabalho e reunião, além de uma área privada residencial, com 4 dormitórios. Já o Palácio Jaburu, inaugurado em 1977, tem 4.200 m² e características mais próximas de uma residência comum. O projeto, também de Niemeyer, privilegia as áreas externas e varandas, com vista para o lago Paranoá.

Os palácios são vizinhos um do outro e dividem a mesma entrada. Quando decidiu se mudar para o Alvorada, Temer esperava usar o Jaburu como local para reuniões com políticos e autoridades, visto que #Marcela Temer se incomoda com o entra e sai de aliados em busca do ouvido do presidente.

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Agora, com o retorno ao Jaburu, o Alvorada terá a função de receber os convidados.

Polêmicas

Desde que a presidente Dilma Rousseff deixou o Palácio da Alvorada, após a confirmação do impeachment pelo Senado, começaram os rumores sobre quando Michel Temer iria se mudar para o local. A reforma começou no fim do ano passado e provocou polêmica, principalmente pela instalação de uma grade de segurança na janela do quarto de Michelzinho, filho do presidente.

Curador do Palácio da Alvorada no governo Dilma Rousseff, Rogério Carvalho criticou a colocação da grade, que teria modificado a fachada do imóvel, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Ele também questionou a troca de alguns móveis, pedida por Marcela Temer, que não gostava do mobiliário de tom escuro. #Brasil