Uma doença misteriosa deixou médicos e população assustados no nordeste do Brasil. No final do ano passado, 55 casos de pacientes deram entrada em hospitais da Bahia e do Ceará apresentando relatos de #Urina Preta e dor muscular intensa. Em janeiro, dois desses pacientes morreram em Salvador.

Diante disso, o estado de Pernambuco, que apesar de não ter nenhum caso suspeito registrado, disparou um alerta para as unidades de #Saúde solicitando que notifiquem o estado a dizer respeito de todos os pacientes que apresentem os sintomas. De acordo com o protocolo de atendimento estabelecido para esses casos, o paciente deve ter o sangue e as fezes colhidos para análise laboratorial o mais rápido possível.

Pesquisadores acreditavam que o surto da doença estivesse relacionado ao Parechovírus, um patógeno perigoso para o sistema nervoso central, descoberto há alguns anos na Austrália, quando diversas crianças apresentaram os mesmos sintomas presentes nos pacientes hospitalizados no Brasil.

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Pesquisas feitas entre 2013 e 2014 levaram os cientistas a descobrirem o Parechovírus, um patógeno potencialmente danoso. Ele prejudicou o desenvolvimento de pelo menos 20% das crianças notificadas com a doença, de acordo com um levantamento publicado em 2016 pela Australasian Society for Infectious Diseases (Asid).

Essa semana uma nova hipótese surgiu: foi declarado, após muitos estudos, que a principal suspeita é que o problema seria, na verdade, a Doença de Haff, causada por peixe contaminado. Os pacientes investigados foram submetidos a estudos e os profissionais perceberam que todos haviam ingerido um peixe identificado popularmente como olho de boi (Seriola spp). As pesquisas foram feitas por 12 especialistas, incluindo o infectologista Antonio Bandeira.

Os brasileiros ainda aguardam outros estudos e alguma conclusão final, para diagnosticarem de vez a causa da doença, mas o que vem sendo investigado é a contaminação pelo peixe contaminado.

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Uma forma de prevenção seria evitar o consumo dessa espécie até que outras análises sejam concluídas. #Medicina