Em tempos de desconfianças quanto ao consumo de produtos alimentícios, um vídeo que está circulando nas redes sociais está colaborando para revoltar ainda mais os consumidores.

Nas imagens um homem aparece enchendo várias garrafas de água mineral com a água que jorra de uma mangueira. Ele é ajudado por um outro rapaz, que vai enfileirando as garrafinhas em plena calçada.

À espreita está um cidadão indignado, filmando tudo com um telefone celular. Ele pode ser ouvido falando revoltado: “E assim, ó, que fica a água mineral né?”.

É muita cara de pau!”, reforça uma segunda voz que acompanha a ação a alguns metros.

“Olha lá o que a gente compra na rua.

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Tudo da torneira! E na cara de pau fazendo”, dispara o cinegrafista amador. Ao que parece, a dupla que fez o flagrante está dentro de um carro. A julgar pelo sotaque deles, as cenas parecem acontecer em alguma rua do Rio de Janeiro.

Não há como ter a confirmação de que as garrafinhas tenham sido de fato colocadas à venda, pois o vídeo não segue acompanhando os passos seguintes dos dois rapazes. Entretanto, fica o alerta para que os consumidores que costumam matar a sede comprando de vendedores autônimos, especialmente nos semáforos. Uma dica é chegar se a tampa da garrafa está de fato lacrada. Além disso, desconfie de água mineram muito barata.

E vale lembrar que esse tipo de fraude pode ocorrer até mesmo nas fabricantes do produto. Em setembro do ano passado, uma empresa que vendia água da torneira como se fosse água mineral foi desmascarada no Pará.

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A notícia foi divulgada depois que a Vigilância Sanitária interditou quatro empresas de envasamento do líquido. A operação foi em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) e o Procon, na região metropolitana de Belém.

Enquanto um dos estabelecimentos interditados estava envasando água da torneira, os outros foram fechados por irregularidades como péssimas condições de higiene e até uso de corantes proibidos.

As empresas eram reincidentes em outras operações com irregularidades constatadas.

#Crime #Investigação Criminal