O escândalo gerado após a deflagração da Operação #Carne Fraca, na última sexta-feira, dia 17, colocou o Planalto e a #Polícia Federal (PF) em lados opostos. Representantes do governo criticaram a forma como a PF divulgou as denúncias de fraude na carne brasileira, afirmando que houve uma “espetacularização” da situação.

Nesta segunda-feira, dia 20, a situação foi criticada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que reiterou temerosidade de que as denúncias gerem uma crise no mercado exportador brasileiro. Para o Secretário-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, o “estrago já foi feito”, e a forma como a divulgação da PF foi feita pode atrapalhar a disputa do produto brasileiro com o de outros mercados, como o francês e o irlandês.

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Até o momento, a Operação Carne Fraca confirmou irregularidades em 21 frigoríficos do país. Especula-se que novas fases da operação sejam deflagradas em breve, para averiguar mais denúncias sobre a forma como a carne brasileira é produzida.

As investigações apontam que fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento receberam propina de alguns dos frigoríficos investigados. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, um auditor responsável pelas fiscalizações no Paraná afirmou que as irregularidades incluíram uso acima do permitido de carne mecanicamente separada - nome técnico dado à carcaça do frango - em embutidos, além do uso de ácido ascórbico para disfarçar carne supostamente estragada que seria revendida aos consumidores. #Governo