O caso aconteceu em Goiânia, a Justiça solicitou o bloqueio dos bens do ex-diretor Marcos Vinicius Alves, da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), por autorizar construir dentro da unidade prisional, um “motel”. A obra foi financiada por um preso, a construção feita no pátio do presídio, com cerca de 112 “barracos”. A medida também se estendeu a João Carvalho Coutinho, ex- superintendente de Segurança Prisional da Administração Penitenciária, porque de acordo com a sentença, ele teria sido omisso diante da construção. A decisão é uma liminar judicial e está sujeita a pedido de recurso.

De acordo com informações fornecidas pelo site do G1, disse que tentou entrar em contato com Marcos Vinícius e João Coutinho, mas até o encerramento desta matéria não haviam conseguido.

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Ainda segundo o site, a Secretária de Segurança Pública e Administração Penitenciária, informou que os dois são agentes concursados. Até esta sexta-feira (3), eles ainda constavam no quadro de funcionário do órgão. Após a decisão judicial, o órgão informou que se pronunciará sobre o caso.

O detento que custeou a construção das quitinetes, Thiago César de Sousa, conhecido com Thiago Topete, de 32 anos, líder de uma quadrilha de tráfico de drogas. A quadrilha liderada por ele foi responsável em 2015, por mortes de integrantes de uma quadrilha rival.

Thiago morreu no último dia 23 de fevereiro, em um confronto entre facções rivais que ocorreu dentro do Odenir Guimarães, além dele outros 35 detentos também acabaram mortos na rebelião.

Após controle da rebelião, policiais fizeram uma varredura no presídio em busca de objetos ilícitos.

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Determinação judicial

O juiz Desclieux da Silva Júnior, foi quem tomou a decisão e acatou em partes as solicitações do promotor de justiça, Fernando Krebs. A ação movida foi de improbidade administrativa e dano moral. Segundo o magistrado o valor da ação é equivalente ao valor do prejuízo apurado. O bloqueio deve chegar à quantia de R$ 17.903,36.

O processo relata que os 112 quitinetes estavam sendo criado para que Thiago e outros detentos recebessem as visitas íntimas. A obra iniciada no pátio da penitenciaria, não possuía nenhum documento ou supervisão de órgãos competentes de construção e reparos em presídios. E por motivos de segurança a justiça solicitou a demolição da construção.

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